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CASO RODOLFO

Polícia descarta envolvimento de drogas em morte de personal trainer e desconfia de crime passional

Encontrado morto em Nova Odessa com cadarço no pescoço e sinais de agressão, personal dava aula em academia em Americana

Por Pedro Heiderich

19 Novembro 2021, às 07h27 • Última atualização 19 Novembro 2021, às 07h28

Delegado diz que pelo menos dois mataram Rodolfo, mas ainda não há suspeitos – Foto: Reprodução

A polícia descarta o envolvimento de drogas no homicídio do personal trainer Rodolfo Pestana, de 30 anos, e desconfia da hipótese de que o crime teve motivação passional.

As informações foram reveladas ao LIBERAL nesta quinta-feira (18) pelo delegado Reynaldo Peres, responsável pelo caso. Ele diz ainda que a suspeita é de que o homicídio tenha sido cometido por pelo menos duas pessoas.

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Rodolfo morava em Americana, no Cidade Jardim, e era professor de educação física em academia no Jardim Paulista.

Ele foi encontrado morto na manhã de segunda-feira (15), em Nova Odessa, em uma área rural na Estrada Olindo Biondo, próximo à entrada para o bairro de chácaras Sítio Pau Pintado.

Corpo foi encontrado na estrada Olindo Biondo, perto da divisa com Sumaré – Foto: Claudeci Junior – O Liberal

O personal trainer estava caído ao chão com um cadarço em seu pescoço e sinais de agressão no rosto. A perícia registrou asfixia como provável causa da morte.

Na quarta-feira (17), após denúncia anônima, um carro que pode ter sido usado para transportar a vítima após o crime foi apreendido pela polícia, no bairro Vila Gallo, em Americana. O veículo foi encontrado com marcas de sangue no interior e passará por perícia para detectar impressões digitais e exames de DNA.

“Estamos trabalhando apenas com hipóteses, de que ele pode ter sido morto por um motivo passional, ou por outros motivos que desconhecemos. Ainda não temos uma linha de investigação específica”, detalha Reynaldo.

O delegado, porém, descartou que o crime tenha relação com dívida por drogas, situação comum na região. “Pelo que colhemos, as informações são que ele nunca usou drogas, apenas que ele bebia”.

O próximo passo, enquanto não chegam os resultados dos exames requisitados, é colher depoimento dos familiares de Rodolfo, que começarão a ser intimados para depor na semana que vem.

“Resolvi deixar os familiares esfriarem a cabeça, para depois tentar ouvi-los e ver o que eles podem nos informar”, finaliza Reynaldo.

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