Polícia ainda não encontrou vítimas de falso médico

O americanense Vitor Sabino Nunes foi pego se passando por médico no Hospital das Clínicas da Unicamp, em novembro


Mais de dois meses depois da detenção de um americanense que se passava por médico no HC (Hospital das Clínicas) da Unicamp, em Campinas, a Polícia Civil ainda não identificou nenhum paciente que teria sido atendido pelo falso profissional. Com isso, o suspeito Vitor Sabino Nunes, de 19 anos, segue apenas como investigado na situação.

“Não teve identificação de vítima, portanto, fica descaracterizado o delito. Ele consta como investigado e vai prestar novo depoimento”, afirmou o delegado responsável pelas investigações, Cássio Biazolli.

Foto: Facebook / Reprodução
vitor nunes

Titular do 7º DP (Distrito Policial) de Campinas, o delegado acredita que o inquérito seja concluído dentro de no máximo três meses. “Está dependendo de uma diligência em outra cidade, que não depende da gente”, declarou, sem dar mais informações.

Por meio da assessoria de imprensa, o HC informou apenas que a sindicância aberta para apurar o caso foi concluída e está na Procuradoria da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Segundo o delegado, a universidade teria adotado algumas medidas para reforçar e controlar o acesso ao hospital. “Já que é um hospital antigo, estão tentando melhorar a entrada e saída da unidade”, completou.

O americanense foi detido dentro do alojamento dos médicos no dia 7 de novembro do ano passado. Um segurança ligou para a Polícia Militar informando sobre um possível falso médico que estaria atuando na unidade campineira.

De acordo com ele, a suspeita surgiu quando, durante um plantão, o jovem se recusou a fazer massagem em um paciente com parada cardíaca. Na ocasião, ele teria alegado que estava com dores no braço e que não conseguiria fazer o procedimento. O jovem teria “trabalhado” no hospital por duas semanas. A reportagem esteve na casa dele, deixou telefone e e-mail para contato, mas não teve retorno.

Em depoimento ao delegado, o jovem disse que entrou no HC com um cartão de acesso que não estava funcionando e que uma pessoa da instituição liberava a entrada dele. Alegou também que só ficava observando os atendimentos, que nunca atendeu nenhum paciente. “Por enquanto, ele [falso médico] é investigado por falsidade ideológica”, declarou, Biazolli.

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