Plano diretor do pós-represa vai à votação ainda neste ano

Documento estabelece regras para a ocupação equilibrada da área; atualmente, perto de seis mil pessoas já vivem no espaço


Foto: Reprodução - Facebook Vereador Kim
Comissão da Câmara esteve no local na manhã desta quinta-feira para analisar a viabilidade do plano diretor

O plano diretor para a região do pós-represa, em Americana, vai à votação ainda neste ano, segundo o presidente da comissão que acompanha o projeto na Câmara, o vereador Marco Antonio Alves Jorge, o Kim (MDB). Ele participou de uma visita ao local nesta quinta-feira (18), junto com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ângelo Sérgio Marton.

“A visita foi importante para termos mais embasamento quando formos discutir o projeto”, disse. A proposta do Executivo foi protocolada há 15 dias e antes de ser colocada em discussão terá que passar por duas audiências públicas. Mesmo assim, o presidente da comissão acredita que passará a valer ainda neste ano.

“O plano diretor é fundamental para o desenvolvimento ordenado do pós-represa. O quanto antes a gente colocar regras lá melhor”. Segundo o vereador, ao estabelecer diretrizes o plano evitará a repetição de situações como a do Recanto das Águas. O loteamento fica em Americana, mas foi registrado em Cosmópolis e todos os seus moradores recolhem impostos a esse município.

A proposta para ocupação ordenada do pós-represa foi elaborada pela Prefeitura. O documento estabelece regras para a ocupação equilibrada da área. Futuros loteamentos terão que obedecer essas regras e o zoneamento proposto. Ele contempla residências, comércios e indústrias.

MEIO AMBIENTE. Atualmente, perto de seis mil pessoas já vivem no espaço que é considerado o maior vazio urbano de Americana. Ele corresponde a 1/3 do município e concentra a maior fatia de áreas de preservação permanente da cidade. Todas as nascentes, córregos e pontos de mata nativa estão mapeados no plano.

“Aquela região é muito grande e mesmo com a ocupação ainda restará uma grande fatia de área protegia”, ressalta o vereador. O documento estabelece faixas de proteção que também deverão ser respeitadas nos futuros loteamentos. Ao longo de toda a represa a proteção estabelecida foi de 100 metros. Para as nascentes, córregos e matas nativas, os empreendimentos terão de obedecer ao limite de 45 metros de área protegida.

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