PF indicia empresário de Americana na Trato Feito

Investigação de suposto esquema de desvio de recursos públicos na Prefeitura de Mauá, na Grande São Paulo, tem como alvo Gustavo Tomazin Bortolucci


A PF (Polícia Federal) indiciou o empresário de Americana Gustavo Tomazin Bortolucci pelos crimes de corrupção ativa e participação em organização criminosa por suposto envolvimento no esquema de desvio de recursos públicos da Prefeitura de Mauá, na Grande São Paulo, investigado pela Operação Trato Feito.

A casa dele, no bairro Jardim São José, foi alvo de um mandado de busca e apreensão no dia 14 de dezembro. A defesa dele nega qualquer participação em atividades ilícitas.

Foto: João Colosalle / O Liberal
A casa de Tomazin, no bairro Jardim São José, foi alvo de um mandado de busca e apreensão no dia 14 de dezembro

Segundo a investigação, a empresa de Tomazin – a Brasileirinho Educacional Editora – é uma das fornecedoras do município que pagou propina ao prefeito Átila Jacomussi (PSB), preso no mesmo dia em que a residência do americanense foi vistoriada. Uma planilha encontrada durante buscas na primeira fase da operação, relaciona dois repasses. Um de R$ 22 mil e outro no valor de R$ 20,4 mil.

Por decisão do desembargador Maurício Kato, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, a empresa está impedida de firmar novos contratos com o poder público “para evitar futuras fraudes a procedimentos licitatórios e reiteração de crimes contra a Administração Pública”. A medida cautelar atingiu outras nove firmas acusadas de integrarem o esquema.

O ex-chefe de gabinete do prefeito, João Eduardo Gaspar, e 22 dos 23 vereadores de Mauá também foram indiciados na operação. O caso tramita em segunda instância por conta do foro privilegiado a que Jacomussi tem direito por conta do cargo.

O advogado de Tomazin, Ralph Tortima Stettinger Filho, disse que não teve acesso ao relatório final do inquérito e negou que o cliente tenha pago propina. “Ele só foi envolvido nisso porque acharam uma planilha com o nome da empresa dele. Nós nem sabemos quem produziu essa planilha”, afirmou sobre o caso.

As conclusões da PF devem ser remetidas nas próximas semanas ao MPF (Ministério Público Federal) que vai decidir se denuncia os indiciados, propõe o arquivamento total ou parcial ou se pede mais diligências para a coleta de novas provas.

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