Pedreiro suspeito de tentar matar Leal tem prisão revogada

Ex-vereador foi baleado na garagem de sua residência em 29 de junho e homem que teria efetuado os disparos negocia se apresentar à Polícia Civil


O pedreiro suspeito de ter atirado contra o ex-vereador Adelino Leal teve a prisão temporária revogada nesta quinta-feira. O delegado responsável pela investigação, Claudio Eduardo Nogueira Navarro, disse ontem que a polícia ainda não foi informada da decisão. Segundo ele, o suspeito negocia se apresentar para ser ouvido sobre o caso.

Adelino Leal foi baleado na garagem de sua casa no bairro São Jerônimo na manhã do dia 29 de junho. A suspeita inicial levantada pela Polícia Militar é que o crime tenha motivação passional. Leal chegou ao Hospital Municipal em estado grave, foi entubado e induzido ao coma. O ex-vereador segue internado no Hospital Estadual de Sumaré. A reportagem conversou com familiares de Leal esta semana que informaram que ele segue entubado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Crime mobilizou forças policiais em junho

O pedido de revogação da prisão foi feito com base nos antecedentes do pedreiro, que é réu primário, e no fato de que ele afirmou estar disposto a colaborar com a Justiça. Além disso, a defesa argumentou que ele foi orientado de forma equivocada a fugir após o crime, mas que, agora, está disposto a se apresentar às autoridades

O Ministério Público foi contrário à liberdade do pedreiro. Para a Promotoria, o fato de o suspeito ainda ter posse de arma de fogo representaria um risco à investigação, já que há necessidade de oitiva de testemunhas.

“Entende-se que a predisposição do indiciado em se apresentar, somado aos documentos juntados [na investigação], tornam sem necessidade a prisão temporária, sendo razoável a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão”, trouxe a decisão da Vara do Júri de Americana publicada nesta quinta-feira no Diário de Justiça Eletrônico. A investigação é sigilosa.

Foto: Arquivo / O Liberal
Ex-vereador segue internado no Hospital Estadual de Sumaré

Em contrapartida à revogação da prisão, a decisão determinou medidas cautelares ao pedreiro, como manter distância de pelo menos 200 metros do ex-vereador, familiares ou testemunhas, bem como não contatá-los de nenhuma maneira. Ele também não poderá se ausentar das cidades da RPT (Região do Polo Têxtil).

A advogada Fernanda Escobar, que representa o suspeito, foi questionada se o pedreiro admite ou nega o crime. Ela respondeu que não poderia dar mais informações neste momento. “Ele quer colaborar com a Justiça, é primário e por enquanto considerado apenas suspeito. Ele será apresentado, vai falar o que aconteceu e ajudar nas investigações”, afirmou.

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