Omar pressiona Rumo para a duplicação de viaduto

Os custos da obra seriam pagos pela empresa, como uma contrapartida à duplicação da linha férrea na cidade


O prefeito de Americana, Omar Najar (MDB), disse que está pressionando a Rumo Logística para a duplicação do Viaduto Amadeu Elias, que liga o Centro da cidade à região do Jardim da Colina. Na prática um novo elevado seria construído, ao lado do atual. A obra foi anunciada em 2011 e estimada em R$ 10 milhões. Os custos seriam pagos pela Rumo, como uma contrapartida à duplicação da linha férrea na cidade.

“Existe um pacto assinado com a Rumo, nós estamos pressionando eles para fazer o alargamento do Amadeu Elias”, disse Omar ontem, durante entrevista coletiva em seu gabinete.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Viaduto mais antigo da cidade é muito estreito e a sua ampliação se faz necessária

O viaduto, que antes tinha uma via em cada sentido passou a ser mão única de direção (Centro-bairro) no dia 12 de outubro, o que provocou queixas, principalmente de quem mora na região do Jardim da Colina e quer acessar a região central. A alteração já gerou abaixo-assinado e uma página no Facebook.

A Rumo informou ao LIBERAL, no dia 6 de novembro, que a construção do viaduto depende da renovação da concessão Malha Paulista, que está em análise no TCU (Tribunal de Contas da União).

É que todos os investimentos em obras que estão atreladas à duplicação da ferrovia entre Campinas e Itirapina (trecho que compreende Americana e as outras cidades da Região do Polo Têxtil) dependem da antecipação da renovação.

Concessionária da linha férrea, a Rumo (que comprou a ALL) terá sua licença expirada em 2028, e só então poderia pedir uma renovação. Como tem várias obras previstas, a empresa pediu a antecipação da renovação, para poder adiantar investimentos – se o pedido for aprovado pelo TCU, ela ficará responsável pela ferrovia por mais 30 anos, até 2058.

A construção do viaduto foi uma sugestão para aumentar a segurança na linha férrea, que virou uma preocupação principalmente após o acidente de setembro de 2010, quando um trem arrastou um ônibus na passagem de nível da Rua Carioba, matando dez pessoas.

Hoje, a duplicação do Amadeu Elias é considerada também uma maneira para desafogar o trânsito e aumentar a ligação entre Centro e os bairros, principalmente após o local ganhar sentido único de direção.

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