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BALANÇO

Omar diz que prefeitura deve fechar ano com cerca de R$ 100 milhões em caixa

Prefeito garante que deixará folha salarial de dezembro, 13º e todos as despesas com seus fornecedores quitadas

Por André Rossi

23 out 2020 às 08:25 • Última atualização 23 out 2020 às 12:05

Correção: Diferente do publicado pelo LIBERAL em reportagem nesta sexta-feira (23), a Prefeitura de Americana não deve fechar o ano com R$ 100 milhões em caixa. Segundo o prefeito Omar Najar (MDB), a expectativa é de que o saldo ao final de 2020 seja menor nas contas do governo, já que ainda restam pagamentos do funcionalismo, de obras e outros compromissos assumidos pela administração. (Correção feita às 11h34, desta sexta, 23). Entenda o caso aqui.

O prefeito de Americana, Omar Najar (MDB), disse nesta quinta-feira (22) que deve encerrar o último ano de seu mandato com cerca de R$ 100 milhões no caixa da prefeitura. A promessa é de que a folha salarial de dezembro, o 13º salário e as despesas de todos os fornecedores contratados em seu mandato estarão pagas.

A fala foi motivada pelas críticas de parte dos vereadores durante a sessão da câmara nesta quinta. Um projeto do Executivo prevê a venda de uma área da prefeitura para o DAE (Departamento de Água e Esgoto), o que gerou questionamentos sobre a opção pela venda, e não por uma doação, já que é de interesse do próprio município.

 Omar lembrou que no início de seu mandato tampão, DAE tinha dívida de R$ 44 mi, e agora está com R$ 30 mi sobrando – Foto: Marília Pierre / Prefeitura de Americana

“Eu vou deixar pago salário do mês de dezembro para o próximo prefeito, pago 13º, pago todos os fornecedores no meu período. E quando eu terminar dia 31, vou passar para a imprensa o extrato. Então não é verdade que a prefeitura está fazendo negociação com o DAE, utilizando dinheiro do DAE”, rebateu Omar.

Questionado pelo LIBERAL sobre a posição dos vereadores, Omar relembrou que no início do seu mandato tampão, em 14 de janeiro de 2015, a autarquia tinha uma dívida de R$ 44 milhões. Agora, em 2020, o departamento tem pouco mais de R$ 30 milhões “sobrando no banco”.

“Nós não vamos sair devendo nenhum tostão para o DAE e graças a Deus não vamos precisar de dinheiro do DAE neste ano. Os outros anos foram difíceis, mas esse ano vamos passar com saldo em banco e tá lá para todo mundo ver. População de Americana tem o direito de saber”, afirmou Omar.

No entanto, o prefeito pondera que seu sucessor “vai sofrer” porque existem muitas dívidas que foram deixadas por governos anteriores. Balanço de outubro de 2016 divulgado pela prefeitura apontava que a dívida herdada de outras administrações era superior a R$ 1,2 bilhão.

Já em dezembro de 2014, a CEI (Comissão Especial de Inquérito) do Calote mostrou que pelo menos 67 empresas tinham valores a receber da prefeitura. O débito ultrapassava R$ 306 milhões, dos quais R$ 176,8 milhões eram referentes ao ano de 2014.

“Nós temos só de precatórios quase R$ 270 milhões. E o próximo prefeito vai ter que fazer um equacionamento para ver se consegue pagar dentro do possível. Nós temos alguns processos de fornecedores da outra administração que estão sendo discutidos na justiça”, comentou Omar.

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