Omar avalia empresa terceirizada para a Educação

Contratações são necessárias, na avaliação de educadores, para encerrar problemas como dispensa e junção de classes


O pedido de contratação de 45 professores e 20 serventes para atuarem nas escolas da rede municipal de Americana, feito pela Comissão de Educação há um mês, deve ser atendido para 2019 por meio da contratação de empresa terceirizada. A definição ocorrerá nas próximas semanas, segundo o prefeito Omar Najar (MDB), que informou nesta quarta-feira que a secretária de Educação, Evelene Ponce Medina, está analisando a legalidade da medida.

As contratações são necessárias, na avaliação dos educadores, para acabar com problemas como dispensa de alunos e junção de classes, que ocorrem quando professores se ausentam por motivos de doença ou faltas abonadas. A comissão foi criada pelo prefeito há cerca de 70 dias para encontrar uma solução para a falta de professores. O grupo é composto por representantes de escolas, da Secretaria de Educação, do Sindicato dos Servidores e da Secretaria de Negócios Jurídicos.

Foto: Marília Pierre / Prefeitura de Americana
Omar visitou nova área de lazer do Jardim Boer I na tarde desta quarta-feira, antes da coletiva concedida à imprensa

Entre as propostas e pedidos da comissão estava a recontratação de funcionários demitidos no estágio probatório entre 2017 e este ano. Essa opção, de acordo com o prefeito, não é viável.

“Não dá para ser os probatórios. Por mais que eles falem que assinam acordo, que não vão pedir os direitos do tempo que ficaram fora, a prefeitura corre risco muito grande, porque alguém pode entrar com processo contra a prefeitura, a gente tem que pensar no futuro também. Foi uma ação difícil, ninguém quis mandar embora, mas era a situação do momento”, afirmou o prefeito.

A abertura de um concurso público seria uma alternativa burocrática, demorada e que afetaria os gastos da prefeitura com a folha de pagamento – algo que a Administração costuma querer evitar. Dessa forma, a contratação de empresa terceirizada, aos moldes do que está em andamento em Santa Bárbara d’Oeste, que lançou editais para selecionar entidades sem fins lucrativos para assumir duas creches, se desenha como a saída a ser escolhida.

“É o sistema de contratar empresa que está sendo estudado. É o que a Evelene propôs. Pedi para estudar, se estiver dentro da lei, temos que fazer o sacrifício, não podemos deixar as crianças sem aula”, observou Omar.

As declarações do prefeito foram dadas em entrevista coletiva nesta quarta-feira, dois dias após o LIBERAL ter feito questionamentos sobre o assunto à assessoria de imprensa da prefeitura.

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