Obra do Trem Intercidades só começa em Americana após 2025

Primeira parte da obra ferroviária ligará capital paulista a Campinas e deve levar ao menos 4 anos para conclusão; edital é previsto para junho


A obra do Trem Intercidades em Americana ainda não tem data prevista para começar, mas já é certo de que isso não acontecerá antes de 2025. O motivo é que a primeira fase do projeto, que envolve o trecho que ligará Campinas a São Paulo, levará no mínimo quatro anos para ser concluída.

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A publicação do edital está prevista para junho deste ano e a expectativa é que o contrato seja assinado em 2021. Só depois da conclusão da primeira fase é que Americana será contemplada.

Para chegar até a cidade, o trem precisará de um trilho alternativo, pois não poderá compartilhar do traçado utilizado pela Rumo Logística.

Foto: Arquivo / O Liberal
Trilho que existe atualmente em Americana não dá para ser compartilhado, e novo terá que ser feito

As informações são do secretário executivo da Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Paulo Galli, e foram divulgadas nesta terça durante reunião do Conselho de Desenvolvimento da RMC (Região Metropolitana de Campinas), que ocorreu no Auditório da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável, em Campinas.

A primeira fase é composta do “serviço expresso”, que conectará a Barra Funda, em São Paulo, com as cidades de Jundiaí e Campinas, e do “serviço parador”, com estações em nove cidades que ficam no mesmo trajeto: Francisco Morato, Campo Limpo Paulista, Botujuru (distrito de Campo Limpo), Várzea Paulista, Jundiaí, Valinhos, Vinhedo, Louveira e Campinas.

De acordo com Galli, a secretaria está finalizando os estudos técnicos e econômicos para implantação. A audiência pública está prevista para o mês de abril, com publicação do edital em junho.

A assinatura do contrato é estimada para o começo de 2021, ano que marcará o início das obras do trecho São Paulo-Campinas. Segundo o secretário, o trabalho levará pelo menos quatro anos para ser concluído.

Foto: Editoria de Arte / O Liberal
Para chegar até Americana, o trem precisará de um trilho alternativo

Galli garante que a empresa vencedora terá a obrigação contratual de desenvolver o trecho até Americana. “Esse investimento contará no contrato de concessão. Quem receber a concessão terá obrigação de desenvolver. Se você colocar agora, o pacote fica inviável. Não consegue trazer investidor”, explicou.

Uma das questões que ainda estão pendentes para Americana é o traçado que será utilizado pelo trem de passageiros. A possibilidade de compartilhar o mesmo trilho usado pela Rumo Logística para transporte de cargas está descartada.

O investimento para esse novo caminho será da empresa vencedora da licitação, mas também contará com aporte do Governo do Estado de São Paulo.

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“O trilho que você tem hoje em Americana não dá para ser compartilhado. Para você viabilizar essa ida até Americana, necessariamente você vai ter que construir um novo viário. E tem que ser um viário que passe fora da cidade, que passe pela zona rural, para que você não tenha as dificuldades do trem passando dentro da cidade também”, explicou Galli.

O secretário de Planejamento de Americana, Angelo Sérgio Marton, disse que a questão do novo traçado terá de ser estuda em conjunto com o Governo Federal. “O grande avanço que ele [Galli] nos colocou é que na concorrência da parceria público-privada, Americana vai estar inserida no prolongamento da linha”, celebrou.

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