Número de vítimas de homicídio doloso é o menor desde 2002 – O Liberal

Número de vítimas de homicídio doloso é o menor desde 2002

Nas cinco cidades que formam a Região do Polo Têxtil, houve diminuição nos principais crimes em 2019, segundo dados da SSP


Os principais crimes tiveram queda na RPT (Região do Polo Têxtil) em 2019, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pela SSP (Secretaria Estadual de Segurança Pública). O número de pessoas mortas em homicídios dolosos (com intenção de matar) nas cinco cidades, por exemplo, é o menor desde 2002, quando teve início a série histórica lançada pelo governo do Estado. Ano passado, foram 54 vítimas.

Em 2002, 275 pessoas foram assassinadas em Americana, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré. Em relação a 2018, a queda na quantidade de mortos foi de 30,7% – foram 78 no ano anterior.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Homem baleado em Nova Odessa em julho de 2019: cidade registrou queda

Houve queda também no número de roubos (5,8%; de 3.351 para 3.157 crimes), estupros (17,5%; de 57 para 47), furtos de veículos (18,7%; de 3.167 para 2.667), roubos de veículos (7,6% ; de 985 para 910) e roubos de carga (48,1%; de 268 para 139), sempre na comparação com 2018.

Quatro das cinco cidades registraram em 2019 o menor número de vítimas de homicídios da série histórica. A exceção é Nova Odessa, que não teve a menor quantidade, mas registrou redução em 2019.

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Comandante do Batalhão da PM em Americana (que também abrange Santa Bárbara d’Oeste), o tenente-coronel Luiz Horácio Raposo Borges de Moraes, que assumiu a unidade há um ano, diz que tentou enxugar o trabalho administrativo e focar no patrulhamento.

“O que a gente faz é botar polícia na rua”, afirmou Raposo. Segundo ele, com mais policiais na rua e mais abordagens, é possível, por exemplo, apreender mais armas de fogo, o que pode evitar crimes.

Marcos Guilherme, comandante da Gama (Guarda Municipal de Americana), diz que o tráfico de drogas e a violência contra a mulher, dois delitos que geralmente aumentam as chances de homicídios, têm sido bastante atacados pela corporação e pelas polícias na cidade.

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Guilherme cita o aumento de apreensões de drogas e uma patrulha especializada em proteção a mulheres agredidas pelos maridos como possíveis causas de redução dos crimes contra a vida.

De acordo com ele, o monitoramento por câmeras e a integração de sistemas de vigilância particulares com a central da Gama ajudam a inibir a violência e a chegar aos bandidos.

Delegado assistente da Delegacia Seccional de Americana, José Luis Joveli também acredita que a redução do número de homicídios pode ser resultado de uma atenção maior ao combate de vários crimes, como o tráfico e violência doméstica.

“Muitas vezes os crimes são em decorrência do tráfico”. Segundo ele, a Polícia Civil tem intensificado investigações que combatem o tráfico e roubos.

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