Estapar cobra R$ 10 por cartão-gratuidade, em vez de R$ 2,50

Diretor da empresa afirma que valor informado a mais foi erro de uma funcionária e garante que basta pagar R$ 2,50


Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
O cartão foi uma maneira encontrada pela Estapar de garantir a gratuidade inicial na Área Azul

A Estapar cobrou nesta segunda-feira R$ 10 pelo cartão que dá direito a 30 minutos de estacionamento grátis na Área Azul de Americana (15 minutos de manhã e 15 à tarde), em vez dos R$ 2,50 divulgados semana passada. O diretor da empresa, Adelcio Antonini, afirmou que a cobrança de R$ 10 foi erro de uma funcionária e garantiu que qualquer um pode adquirir o cartão pelos R$ 2,50 anunciados. Se alguém pagou R$ 10 e quiser o dinheiro de volta, pode ir até a empresa, que fica na Rui Barbosa, 509, segundo Antonini.

A reportagem foi até a sede da Estapar por volta das 15h, com o objetivo de adquirir um “cartão inteligente” e cadastrar a placa do veículo para usar os 30 minutos diários de gratuidade. A gratuidade vinha sendo alvo de polêmica e o cartão foi criado justamente para garantir o controle desse período em que o motorista pode estacionar sem pagar.

A funcionária da empresa pediu que um formulário fosse preenchido e anunciou que o preço era R$ 10 – outra pessoa relatou à reportagem que, por volta das 14h, recebeu a mesma informação ao se dirigir à Estapar.

O LIBERAL insistiu com a funcionária e informou que o próprio diretor da empresa havia anunciado, na semana passada, em uma transmissão ao vivo pelo Facebook, que para adquirir o cartão, bastava pagar R$ 2,50. Mesmo assim, a contratada da Estapar reafirmou o que tinha dito. Segundo ela, o cartão custa R$ 2,50 e os outros R$ 7,50 são uma “recarga” obrigatória que é preciso fazer para adquiri-lo – cada R$ 2,50 dá direito a uma hora de estacionamento.

“Você tem que comprar ele [cartão]. Ele custa R$ 10, R$ 2,50 pelo cartão e R$ 7,50 é o preço [créditos] que ele vem”. O LIBERAL perguntou se não havia nenhuma possibilidade de sair dali com o cartão pagando apenas R$ 2,50, como havia sido anunciado, e a funcionária respondeu que não. A monitora não quis dar o nome.

Pouco depois, em entrevista coletiva sobre outro assunto, o diretor da empresa, Adelcio Antonini, foi questionado e disse que a funcionária em questão cometeu um erro. Antonini garantiu que qualquer um pode adquirir o cartão inteligente por R$ 2,50 apenas para usar a gratuidade, não precisa abastecê-lo com créditos – depois, inclusive, pode devolver o cartão e reaver os R$ 2,50.

Segundo Antonini, a monitora em questão trabalha na rua e estava cobrindo o horário de almoço da pessoa que faz a emissão dos cartões e cadastra a placa dos veículos. Como as monitoras de rua realmente vendem o cartão já com os créditos, pelo valor de R$ 10, ela cometeu o erro, explicou o diretor.

Se alguém pagou R$ 10 e quiser os R$ 7,50 de volta, segundo ele, pode se dirigir à empresa, que fica na Rua Rui Barbosa, 509. O diretor da Estapar afirma, porém, que provavelmente isso não aconteceu – e até as 14h, foram nove cartões emitidos.

O cartão foi uma maneira encontrada pela Estapar de garantir a gratuidade inicial na Área Azul. O motorista deve ir à Estapar, pagar os R$ 2,50 e informar a placa de seu veículo. Quando parar numa vaga da Área Azul, ele tem cinco minutos para ir até o parquímetro, inserir o cartão e escolher a opção gratuidade, que vai lhe dar direito a parar por 15 minutos sem pagar nada. Ele pode fazer esse procedimento duas vezes por dia, uma de manhã e outra à tarde.

Ao inserir o cartão no parquímetro, o motorista vai ter de digitar o número de sua placa para ter acesso à gratuidade – na semana passada, foi informado que isso não seria necessário, já que a chapa já seria gravada no sistema quando a pessoa fosse retirar o cartão na sede da empresa. Mas, segundo Adelcio Antonini, a empresa fabricante ainda vai precisar fazer um aprimoramento no software para permitir isso.

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