Nardini tem energia cortada e produção fica prejudicada

Produção está parada por conta do corte na energia e salários estão atrasados, de acordo com funcionários ouvidos pelo LIBERAL


Em um novo capítulo da crise na Indústrias Nardini, em Americana, a energia da empresa foi cortada. Em junho, os funcionários haviam cruzado os braços por atrasos no pagamento. Depois disso, foram colocados em férias. Alguns foram chamados de volta, mas a produção nunca retomou ao que era antes, de acordo com relatos. O trabalho voltava e parava.

Da última vez, a produção foi interrompida pelo corte de energia. O LIBERAL ouviu de trabalhadores que a empresa está sem luz desde o dia 26 de julho. De acordo com funcionários, o motivo é falta de pagamento de contas.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Empresa está com energia elétrica cortada há algum tempo devido à falta de pagamento

Apenas o setor administrativo está funcionando, por meio de um gerador, sempre segundo relatos de trabalhadores. O LIBERAL foi à Nardini na tarde desta quinta-feira e pediu para falar com alguém da direção. O porteiro ligou e disse à reportagem que nenhum responsável estava na empresa naquele momento – desde junho, o LIBERAL nunca foi atendido pela direção. Um dos porteiros disse que a energia tinha voltado ontem à tarde, o que é negado por funcionários – todos pedem anonimato.

Os problemas na Nardini já vêm ocorrendo há algum tempo. Tradicional na cidade, no ano passado a empresa concedeu folga forçada de um mês aos funcionários – o objetivo seria levantar os valores para pagá-los.

Desde 2017 os pagamentos vinham sendo feitos semanalmente. De acordo com o relato de dois empregados, a regularidade dos depósitos foi interrompida depois da demissão de um chefe da fábrica, que era a ponte entre os trabalhadores e a direção. “Embora os pagamentos fossem semanais, que não é o ideal, estavam acontecendo regularmente”, diz um dos funcionários. Com a demissão do chefe, a coisa desandou neste ano e os atrasos começaram a se tornar mais frequentes.

Alguns funcionários já perderam a conta de quanto a empresa deve. Um trabalhador ouvido pelo LIBERAL diz que os pagamentos estão atrasados desde 20 de junho.

Ainda de acordo com funcionários, cerca de 30 pessoas pediram rescisão indireta de contrato de trabalho recentemente, e outros dez foram demitidos. A empresa, nos cálculos de funcionários, tem aproximadamente 300 trabalhadores.

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