Ministério reduz oferta de anticoncepcional em Americana

Rede municipal de saúde de Americana não consegue distribuir de maneira regular, desde abril, o anticoncepcional injetável Depo Provera


A rede municipal de saúde de Americana não consegue distribuir de maneira regular, desde abril, o anticoncepcional injetável Depo Provera, que faz parte do programa Saúde da Mulher. A prefeitura e a Secretaria de Estado da Saúde culpam o governo federal, que teria reduzido o número de doses repassadas a São Paulo. A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde nega o problema.

O medicamento tem efeito prolongado – entre 12 e 13 semanas – e taxa de eficácia de 99,7% na prevenção de gravidez. Nas farmácias, ele custa entre R$ 28 e R$ 47.

A repositora Maine Esteves de Carvalho tenta obter o medicamento, sem sucesso, há cerca de oito meses na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Parque das Nações. “Desde abril, falam que está em falta, sem previsão. Estou tendo que comprar”, afirma.

Em nota, a prefeitura informou que o Ministério da Saúde vem atrasando as entregas. “A coordenação do almoxarifado da Secretaria de Saúde já tentou fazer a troca por outro produto com alguns municípios que ainda possuem esse medicamento, mas até agora não conseguiu. A previsão de chegada é 20 de dezembro”, diz o texto.

Já a Secretaria de Estado da Saúde, responsável pela distribuição dos medicamentos, alega que recebeu apenas uma remessa este ano, com 236.928 ampolas.

O Ministério da Saúde deu números diferentes dos fornecidos pelo Estado e garantiu que não há problemas no fornecimento. “Neste ano, já foram distribuídos para o estado de São Paulo 473.856 ampolas do medicamento”, destaca.

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