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ELEIÇÕES 2020

Mesmo na pandemia, corpo a corpo resiste entre candidatos

Candidatos a prefeito de Americana mantêm rotina de encontros presenciais com a comunidade

Por André Rossi

27 set 2020 às 08:32 • Última atualização 16 out 2020 às 10:07

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) forçou uma série de mudanças no calendário eleitoral para as eleições municipais de novembro. Entretanto, a crise sanitária não conseguiu impedir uma das estratégias tidas como fundamentais em qualquer campanha política: o corpo a corpo com o eleitorado.

Entre os nove candidatos a prefeito de Americana, ao menos cinco mantêm uma rotina de encontros com a comunidade, seja de forma agendada a partir do contato com lideranças de bairro, por exemplo, ou até mesmo aparecendo sem avisar em alguma região.

A candidata Talitha De Nadai com o irmão Diego em visita a servidores – Foto: Reprodução / Redes Sociais

A fisioterapeuta Talitha De Nadai (PSD), que disputa um cargo eletivo pela primeira vez, visitou na última terça-feira (22) servidores da Gama (Guarda Municipal de Americana) e da Garagem Municipal, no Jardim dos Lírios, acompanhada do irmão, o ex-prefeito cassado Diego De Nadai (sem partido).

Foi a primeira vez que eles divulgaram uma atividade conjunta na campanha. Até então, Diego não estava sendo visto junto da irmã.

A candidata publicou fotos abraçando pessoas durante as visitas nos bairros, incluindo idosos que estavam sem máscara. Questionada sobre as prevenções por conta da pandemia, ela disse que não conseguiu dizer não ao abraço.

“Temos que respeitar a questão do Covid-19 e estamos fazendo isso. Agora, como interromper uma demonstração de carinho num abraço? Eu não consigo fazer isso!”, justificou Talitha.

O candidato Rafael Macris com aliados durante sua campanha – Foto: Reprodução / Redes Sociais

A agenda do vereador Rafael Macris (PSDB) tem sido diversificada. Além das lives diárias no Facebook, o candidato tem feito visitas in loco.

Na última segunda-feira (21), o tucano postou no Instagram uma série de reuniões com moradores em alguns bairros, como Vale das Nogueiras e Jardim dos Lírios. Ele também marcou presença em um culto da Assembleia de Deus “Rei dos Reis”, na qual aparece ao lado de pastores.

Ao LIBERAL, Rafael disse que sua agenda inclui convites das pessoas e a própria vontade de ir a algum lugar. Como pessoas jurídicas não podem fazer doações de campanha, Rafael argumenta que todas as visitas a empresas são com o objetivo de “ouvir as principais preocupações dos empresários”.

O candidato disse que tem seguido as recomendações sanitárias das autoridades e usado máscara. “O contato físico fica no soquinho”, garantiu.

A vereador Maria Giovana Fortunato (PDT) até criou uma hashtag para incentivar a população a convocá-la nos bairros: #mechamaqueeuvou.

Nesta quarta-feira (23), a candidata esteve no Jardim da Paz e visitou a Praça da Fraternidade. Já ao lado do seu vice, o também vereador Welington Rezende (Patriota), ela foi até a Rua China, entre os bairros Parque das Nações e Moradora do Sol, para “conversar com moradores e comerciantes”.

“Não estamos realizando encontros, vamos caminhando pelos bairros e conversando com as pessoas, sempre respeitando o distanciamento e os protocolos de higiene das autoridades sanitárias”, afirmou a vereadora.

O ex-deputado Chico Sardelli (PV) também mantém uma agenda diversificada. Segundo a assessoria de sua campanha, ele usa máscara constantemente e evitar lugares fechados ou com grande quantidade de pessoas.

“De fato, por mais que se evite o contato físico, ele acaba ocorrendo em algumas poucas ocasiões de forma inevitável. É preciso destacar que isso não é regra e acontece sempre por iniciativa do munícipe”, disse a assessoria.

Os representantes do candidato frisaram ainda que por mais que as redes sociais ocupem um papel importante nessas eleições, o diálogo pessoal “ainda é o aspecto mais importante” para se aprofundar nas “muitas realidades de uma cidade”.

“Nas caminhadas, existe a preocupação de termos conosco somente a equipe necessária para a agenda e por fazer ações essencialmente em áreas abertas ou amplamente arejadas”, disse a campanha de Chico.

Já Major Crivelari (PSL) tem se concentrado, em um primeiro momento, nas visitas às lideranças de bairro. Ele pretende ampliar as publicações nas redes sociais e aposta nos tempos de rádio e televisão.

“Com todos os percalços e impedimentos da pandemia, que nos deixou a mercê de uma nova estratégia, ainda o corpo a corpo, o calor humano, é uma arma fundamental para conquistar o eleitor”, afirmou Crivelari.

Prioridade na rede
Na contramão de seus concorrentes, está o advogado Adriano de Oliveira (Psol). Até o momento, o candidato realizou apenas encontros online e a ideia é manter a campanha na internet. Futuramente, o grupo pretende distribuir folhetos nas ruas, mas sem contato físico.

Adriano explica que a ideia é “radicalizar” em relação ao isolamento. Uma das pautas defendidas pelo Psol é de que não há condições das aulas retornarem de forma presencial neste ano, algo que dialoga diretamente com a campanha.

“Seria incoerente da nossa parte fazer uma campanha totalmente liberada, como eu vi aí as pessoas fazendo reuniões em bairros, nas casas, em bares, com aglomeração. No nosso posicionamento é muito irresponsável”, criticou Adriano.

A ex-vereadora Lurdinha Ginetti (PT) também se focou na internet em um primeiro momento, mas pretende realizar reuniões presenciais “com poucas pessoas” e nas ruas durante a campanha, respeitando o distanciamento social, com uso de máscara e álcool em gel.

O vereador Marco Antonio Alves Jorge, o Kim (Solidariedade), tem atendido moradores de forma virtual. Porém, algumas reuniões presenciais com pré-candidatos são realizadas “para conhecer a realidade de cada um e ver como podemos trabalhar para a cidade”.

Já o vereador Alfredo Ondas (MDB) realizou algumas visitas “com todos os cuidados possíveis” e, paralelamente, vai fortalecer a comunicação pelas redes sociais.

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