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ÁGUA

Maior vazão do Cantareira não influencia abastecimento em Americana, diz Zappia

Tempo para que recurso chegue à região e consumo em outras cidades influenciam, segundo superintendente do DAE

Por André Rossi

17 out 2020 às 07:54

O aumento da vazão do Sistema Cantareira para as cidades que estão na Bacia PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí) não influenciará no abastecimento de Americana, segundo o superintendente do DAE (Departamento de Água e Esgoto), Carlos Cesar Gimenes Zappia.

No dia 8 de setembro, o Comitê PCJ autorizou a ampliação da vazão 12m³/s para 13 m³/s, se tornando a maior descarga já liberada pelo sistema de represas para a bacia.

Diretor do DAE afirma que Rio Piracicaba na região de Americana não sentirá influência do aumento de vazão do Sistema Cantareira – Foto: Arquivo / O Liberal

A ideia era ajudar os municípios a garantirem o abastecimento diante do aumento de consumo provocado pela pandemia, das altas temperaturas e das baixas precipitações.

Na RPT (Região do Polo Têxtil), Americana, Hortolândia e Sumaré estão na “rota” de cidades que poderiam ser beneficiadas. A abertura das comportas ocorreu no Rio Jaguari e o reflexo no abastecimento da região leva até 15 dias para ser percebido.

Em entrevista ao LIBERAL nesta sexta-feira (16), o superintendente do DAE afirmou que Americana não sentirá os efeitos dessa medida.

“Quando eles abriram e aumentaram em um metro, teoricamente, 12 dias depois esse um metro vai ter reflexo aqui. Porém, um metro só nos atuais 15, 16 que o rio [Piracicaba] está, não chega em Americana”, explicou Zappia.

“A única coisa que vai acontecer com esse um metro é que ele vai se perder no caminho e vai ser absorvida em alguma cidade que está em escassez”, completou.

Segundo o coordenador da CT-MH (Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico) dos Comitês PCJ, Alexandre Vilella, a pandemia do novo coronavírus aumentou em cerca de 20% o consumo urbano. As altas temperaturas também potencializaram o gasto d’água e ligaram o alerta.

“Foi a soma desses dois fatores e as baixas precipitações. Agosto e setembro já são meses de baixas históricas. Setembro foi 70% abaixo daquilo que já era muito pouco. Esses três fatores levam a um cenário como esse que a gente está vivenciando”, disse Vilella.

A câmara técnica faz o monitoramento de 10 em 10 minutos para calibrar as necessidades de cada município. Nesta sexta-feira, a vazão foi reduzida 11,5 m³/s.

Apelo

De acordo com Zappia, o que realmente ajuda na questão do abastecimento da cidade são as chuvas. Como não há previsão de “grande precipitações significativas” para os próximos dias, ele reforça o apelo para que a população faça o consumo consciente.

Uma das práticas não recomendadas é a “vassoura hídrica”, que consiste em lavar a calçada com a mangueira pressionada na ponta. A estimativa é de que em 15 minutos, o consumidor pode gastar até mil litros de água.

A autarquia pede para que a população evite lavar carros e que busque alternativas em caso de necessidade, como utilizar água de reuso da máquina de lavar.

“Ontem [ quinta] tivemos uma chuva, que é uma maravilha, mas inúmeras pessoas estavam lavando calçada com vassoura hídrica. Ajudou muito a garoa porque caiu a temperatura, o consumo diminuiu, mas a gente pede que não façam isso. Uso racional é extremamente importante”, enfatizou Zappia.

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