12 de julho de 2020 Atualizado 20:10

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Compartilhe

68 anos

LIBERAL se aproxima dos 70 anos em meio a momento atípico de sua história

Jornal faz aniversário com jornalistas em home office e cobertura intensa sobre os impactos do novo coronavírus na região

Por João Colosalle

31 Maio 2020 às 07:48 • Última atualização 31 Maio 2020 às 16:54

Terça-feira, 26, 11h. Num espaço outrora mais movimentado, apenas dois jornalistas dividiam uma das bancadas ocupadas, geralmente, por mais cinco ou seis colegas na Redação do LIBERAL.

Além deles, a secretária da Redação e locutores das rádios FM Gold e Você AM 580, com estúdio no local, são dos poucos que passaram a frequentar o espaço onde grande parte do dia a dia de Americana e região é transformado em informação.

A Redação do LIBERAL, no bairro Santa Catarina, na noite desta sexta-feira – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

A quarentena por conta do novo coronavírus (Covid-19) fez com que o LIBERAL mandasse para home office repórteres e editores, mesmo diante de uma das mais desafiadoras coberturas da história do Jornalismo.

Desde quando o jornal passou a intensificar a apuração sobre os impactos da doença na região, em 17 de março, foram mais de 500 notícias locais publicadas nas edições impressas e virtuais. Isso sem contar o noticiário nacional e internacional e as publicações no site do jornal.

Neste período, os reflexos da pandemia fizeram com o que o jornal alterasse suas páginas e sua distribuição para se adequar a um cenário incerto, que inclui uma abrupta queda em receitas de publicidade em todo o segmento, no Brasil e no mundo. Mas, de alguma forma, a informação precisa chegar.

Para além da edição no papel, o LIBERAL, numa mobilização inédita de repórteres e editores, intensificou a publicação de notícias em seu site, praticamente em tempo real.

O resultado foram dois meses de audiências recordes, com conteúdo acessado por mais de 1 milhão de usuários. Em abril, um novo site foi lançado, mais moderno, mais rápido e focado em melhorar a experiência do usuário na leitura de uma notícia.

É neste contexto que o LIBERAL chega, nesta segunda-feira, aos 68 anos. Fundado em 1952 pelo advogado Jessyr Bianco e pelos irmãos Romeu e Arnaldo Mantovani, sua primeira edição, em 1º de junho daquele ano, trazia uma diagramação rústica e textos bagunçados que começavam na primeira página e só terminavam na quarta, mas com compromisso de mostrar Americana de uma maneira independente e verdadeira.

Quase sete décadas depois, o compromisso não mudou. Repórter de Cidades e acostumada a cobrir assuntos de saúde, Marina Zanaki diz que a cobertura do coronavírus é a maior responsabilidade que já assumiu na vida profissional.

“A pandemia é mundial, mas a forma como ela afeta a cidade, a região, o bairro de cada leitor é o que dará dimensão da gravidade da doença às pessoas”, conta.

Editora-assistente do site, Talita Bristotti avalia que a cobertura reforçou o papel do jornalismo regional. “Mesmo com a equipe em home office, foi possível manter o padrão e agilidade na distribuição do conteúdo”, diz.

A relação entre repórteres e editores também teve de se adaptar. Se antes discussões de pautas se davam praticamente durante todo o dia na Redação, cara a cara, agora, elas se dão por meio dos celulares, seja em aplicativos de mensagens ou chamadas de vídeo.

“Me sinto motivado com esse trabalho diário, mesmo que de uma maneira diferente, em que a dinâmica da Redação, das ações junto aos repórteres, ganha contornos mais específicos e não menos desafiadores”, comenta o editor de Cidades, Diego Juliani, ao ressaltar a responsabilidade dos jornalistas em uma cobertura atípica.

Ao se aproximar dos 70, o LIBERAL, como muitas empresas, se vê diante de desafios inéditos. Mas, enquanto busca se adaptar e progredir, tem em mente que seu slogan é inabalável, mesmo na pior das crises: “no coração e no espírito, compromisso com a verdade”.

Podcast Além da Capa
O novo coronavírus representa um desafio para a estrutura de saúde de Americana, assim como outros municípios da RPT (Região do Polo Têxtil), mas não é o primeiro a ser encarado. H1N1, dengue, malária, febre maculosa. Outras doenças também modificaram rotinas, exigiram cuidados além do trivial – ainda que não tenha havido quarentena, como agora – e servem de experiência para traçar paralelos com o atual cenário. Nesse episódio, o editor Bruno Moreira conversa com a repórter Marina Zanaki, que assina uma série de reportagens sobre outras epidemias em Americana.