Justiça nega recuperação judicial da VCA

O pedido da VCA foi feito logo no fim de julho, quando teve suas linhas transferidas à VPT, e buscava fôlego para quitar os débitos


A Justiça negou o pedido de recuperação judicial feito pela VCA (Viação Cidade de Americana) – que já não atua no transporte público de Americana desde julho do ano passado por determinação domando do prefeito Omar Najar (MDB) – após perícia realizada por empresa especializada. A empresa buscava a possibilidade de negociar valores e prazos para a quitação de R$ 4,45 milhões em dívidas.

O pedido da VCA foi feito logo no fim de julho, quando teve suas linhas transferidas à VPT (Viação Princesa Tecelã), e buscava fôlego para quitar os débitos de ações trabalhistas e cíveis. A empresa alegava que o desequilíbrio financeiro foi causado porque a empresa teria sido obrigada a operar com prejuízo desde a assinatura do contrato de concessão.

Ao analisar o pedido, a Justiça determinou que fosse feita uma perícia nas contas da empresa, e o laudo apontou que não estão preenchidos os requisitos para a concessão da recuperação judicial.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
A empresa buscava a possibilidade de negociar valores e prazos para a quitação de R$ 4,45 milhões em dívidas

Na decisão, o juiz Marcos Cosme Porto, da 2ª Vara Cível de Americana, aponta que a perícia constatou “diversos fatos que impedem o prosseguimento do processo, entre eles, não só a falta de documentação específica, exigida pela lei, mas a inatividade, indicando a inexistência de potencialidade de recuperação”.

Nesta segunda-feira, por exemplo, a antiga garagem da empresa, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, estava vazia. Na decisão, o juiz cita relatos e fotografias da desocupação da sede, e notícia de transferência dos serviços da VCA à VPT.

O juiz escreve que “o laudo é minucioso ao relatar as diversas tentativas de contato com os representantes da empresa e com seus advogados, todas frustradas”, e que “não basta distribuir pedido de recuperação de empresa para obter, automaticamente, do Juízo, o despacho de processamento. Há que se ter alguma substância mínima, que, no caso, infelizmente, não há. (…) Sem exercício da atividade não há o que se preservar”, apontou a sentença.

A VCA ainda pode recorrer. A reportagem não conseguiu contato com nenhum representante da empresa.

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