Justiça nega liminar para manter Casa Dia em prédio público

Prédio público onde entidade funciona foi interditado por falta de reformas e documentação; prazo de saída vence hoje


A Casa Dia, entidade que atende dependentes químicos e alcoólatras de Americana, teve negado nesta quarta-feira o pedido de liminar feito à Justiça para permanecer no prédio público que ocupa na Avenida Bandeirantes.

A Vigilância Sanitária interditou o local por falta de projeto arquitetônico e licença de funcionamento. O prazo para saída do imóvel se encerra nesta quinta-feira.

Presidente da entidade, Eyn Melo Ribeiro disse que buscou resolver as questões apontadas pela prefeitura. “O interesse não é só Vigilância Sanitária porque eu já propus me adequar e não aceitaram. O que me parece é que querem o prédio para fazer alguma outra coisa e jogam a culpa na Vigilância Sanitária”, afirmou Ribeiro.

Secretário de Ação Social, Ailton Gonçalves Dias disse que a prefeitura estuda transferir algum serviço da pasta para o imóvel para se livrar de algum aluguel, mas que nada está definido.

“O prazo para desocupar o imóvel vence amanhã (hoje). Se não desocupar, dia 22 a Vigilância vai levar auto de lacração”, explicou o secretário.

A Secretaria de Ação Social e a entidade chegaram a buscar um prédio público para transferir o atendimento. Um imóvel onde funcionava a escola municipal Mário Covas foi visitado por Ribeiro e pelo secretário, mas a negociação não prosperou.

Segundo Ribeiro, a prefeitura retirou a oferta alegando que daqui alguns anos poderá precisar da escola por conta de um novo projeto habitacional na região, que vai aumentar a demanda.

Já o secretário disse que o próprio presidente da entidade descartou o prédio pois ele fica afastado do Hospital Municipal.

“Depois procurei outro prédio público, embora não tenha obrigação porque a Casa Dia é uma entidade particular. Um prédio no São Jerônimo que está danificado, ele [Ribeiro] não quis olhar porque disse que não tem condições financeiras de reformar”, disse Ailton.

A Casa Dia atende 20 homens que lutam contra a dependência em drogas e álcool. A principal preocupação do presidente do Casa Dia é para onde essas pessoas vão após a desocupação do prédio, já que muitos são moradores de rua e não têm vínculos com a família.

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