Justiça manda PM vigiar ocupação no pós-Represa

Empresa alega que não está conseguindo retirar os entulhos do local para preparar a terra porque os acampados não permitiam


A Justiça determinou que a PM (Polícia Militar) posicione viaturas na área do pós-Represa recentemente desocupada pelas famílias do Acampamento Roseli Nunes, em Americana, para garantir que a ordem de reintegração de posse, cumprida em 7 de fevereiro, seja mantida e que os funcionários da Usina Ester, que obteve a posse da área, consigam fazer a retirada do entulho deixado pela destruição dos barracos.

A posse da área foi devolvida à Usina no dia 7 de fevereiro. Quase 20 dias depois, a Usina Ester entrou com uma petição no processo judicial alegando que não estava conseguindo retirar os entulhos do local para preparar a terra para plantação porque os acampados, que após a saída ficaram no terreno bem ao lado da área, não permitiam. Eles relataram quatro tentativas.

Diante da petição, a juíza Fabiana Calil Canfour de Almeida determinou que os membros do acampamento fossem oficiados para que cumprissem a ordem de reintegração sob pena de incursão no crime de desobediência. Ela determinou também uso de força policial e o posicionamento de viaturas para garantir que a empresa consiga limpar a área.

O LIBERAL questionou a liderança do acampamento sobre o caso, e eles alegaram que estavam impedindo a limpeza porque a usina teria planos de enterrar o entulho no terreno, que deveria ser utilizado para plantação. A empresa foi procurada por meio de seus advogados, mas não houve posicionamento sobre essa alegação.

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