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SAÚDE

Justiça dá prazo de cinco dias para HM operar idosa de 86 anos

Paciente teve cirurgia cancelada por duas vezes; Secretaria de Saúde afirmou que procedimento seria realizado nesta terça

Por Ana Carolina Leal

22 de junho de 2022, às 07h09 • Última atualização em 22 de junho de 2022, às 08h40

O juiz da 4ª Vara Cível de Americana, Henrique Alves Correa Iatarola, concedeu, nesta terça-feira, uma liminar de urgência para que uma idosa de 86 anos internada no Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi desde 10 de junho, com fratura no fêmur, fosse atendida no prazo máximo de cinco dias. A Secretaria de Saúde disse, após questionamento do LIBERAL, que a paciente passaria por cirurgia na noite de ontem.

O caso foi parar na Justiça depois de a unidade de saúde cancelar por duas vezes a cirurgia de Clelia dos Reis Carmo, mesmo ela tendo ficado mais de 15 horas em jejum.

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Na ação, o advogado que representa a família da idosa, Jorge Roberto Bastos Marão, diz que após sofrer um acidente doméstico, ela foi levada de ambulância ao HM, onde constatou-se a fratura no fêmur e a necessidade de cirurgia. Porém, por falta de material humano e da proximidade do feriado de Corpus Christi, o procedimento foi marcado para 17 de junho.

Na data, no entanto, após 16 horas de jejum, a idosa foi informada que a cirurgia seria desmarcada por falta de anestesista. O procedimento, então, foi reagendado para esta terça.

Pasta afirmou que procedimento seria realizado na noite desta terça-feira – Foto: Arquivo / LIBERAL

O advogado, no entanto, não esperou e ingressou com uma ação na última segunda-feira, que culminou na liminar de urgência concedida pela Justiça.
“Nesses mais de 10 dias, ela emagreceu significativamente, apresentou interrupções de consciência e dores por todo o corpo”, afirmou Marão.

Em nota, a Secretaria de Saúde afirmou “que a cirurgia da paciente não foi suspensa por falta de profissionais, mas pela dinâmica de procedimento no centro cirúrgico”. Em outro trecho, a pasta disse que “a prioridade são as cirurgias de urgência e emergência, e, no caso da paciente em questão, trata-se de uma cirurgia eletiva”.

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