Júri condena assassino da família Tempesta a 71 anos de prisão

Julgamento do último e principal acusado por chacina em 2009, em Americana, ocorreu nesta quinta-feira, em Piracicaba


O tribunal do júri condenou nesta quinta-feira (14) o mecânico Celso Pereira de Assis, de 44 anos, pelo assassinato da família Tempesta, em 2009, em Americana. A pena, definida em julgamento em Piracicaba, é de 71 anos de prisão em regime fechado. Celso já se encontra preso e pode recorrer.

Foto: Arquivo / O Liberal
Acusado pelo crime foi condenado a 71 anos de prisão nesta quinta-feira

Robson Tempesta, de 39 anos, e a mulher dele, Ana Paula, então com 33, foram mortos a tiros na casa onde moravam. As filhas do casal, Camila, de 8 anos, e Laura, de apenas 1 ano e meio, foram sequestradas e mortas por asfixia.

O prazo longo entre o crime e o júri, de nove anos, não é usual. Casos em que o réu está preso têm prioridade de tramitação no judiciário – Celso teve prisão decretada duas semanas após os assassinatos.

O andamento do caso, no entanto, foi travado pela única tese apresentada pela defesa: a insanidade do réu, que geraria a absolvição com imposição de uma “medida de segurança”, como o tratamento forçado em um hospital psiquiátrico penal.

Após um laudo controverso, a defesa do mecânico pediu – e obteve junto ao Tribunal de Justiça do Estado – uma ordem para que ele fosse submetido a um novo exame mental. O novo laudo descartou a hipótese de inimputabilidade, o que provocou a decisão de designação do júri e sua transferência para um presídio comum.

A CRONOLOGIA DO CRIME

14.jan.2009
O casal Robson e Ana Paula Tempesta e as filhas Camila e Laura são encontrados mortos em Americana e em Elias Fausto

Foto: Reprodução
Capa do LIBERAL de 16 de janeiro de 2009, que trazia manchete sobre a chacina

16.jan.2009
O caso atrai a presença do então secretário estadual da Segurança Pública da época; polícia pede quebra de sigilo telefônico de casal

27.jan.2009
Polícia esclarece os assassinatos e anuncia as prisões do mecânico Celso (foto) e dos funcionários da família Bruno e Fabiane

Foto:
Capa do LIBERAL do dia 28 de janeiro de 2009 noticiava a prisão dos suspeitos do Caso Tempesta

31.jan.2009
Com a ajuda de um dos participantes do crime, Polícia Civil de Americana faz a reconstituição do assassinato

Foto: Paulo Tibério_O Liberal
Bruno Palumbo, um dos condenados pela morte da família Tempesta, participou de reconstituição do crime em 2009

6.dez.2011

Em júri ocorrido em Piracicaba, Bruno e Fabiane são condenados a 16 e 24 anos de prisão, respectivamente

Foto:
Reportagem publicada no LIBERAL, em 7 de dezembro de 2011 noticiava condenação de dupla

13.jun.2014
Uma decisão judicial manda para a internação em um hospital de custódia o mecânico Celso e trava a possibilidade de júri

8.jun.2016
Após recurso da Promotoria, decisão do Tribunal de Justiça publicada em diário oficial manda Celso para júri popular

16.abr.2018
Juiz determina que Celso deixe Hospital de Custódia de Taubaté e seja transferido para presídio comum

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