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Americana

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Júri condena acusados pela morte do comerciante Marcos Stival

Apontado como mandante do crime, Rogério Henrique da Silva recebeu uma pena de 20 anos de prisão; Valdeir Ferreira da Silva cumprirá 7 anos pelo roubo


O Tribunal do Júri de Americana condenou na madrugada desta quarta-feira dois dos três acusados pela morte do comerciante Marcos Antonio Stival Júnior, de 25 anos, ocorrida em maio de 2017. O julgamento durou quase 15 horas.

Rogério Henrique da Silva, apontado como mandante do crime, recebeu uma pena de 20 anos de prisão. Valdeir Ferreira da Silva, que participou do roubo usado para “mascarar” o homicídio pegou sete anos. O terceiro suspeito do caso – Rogério Ramalho, apontado como executor – recorreu da sentença de pronúncia e não tem data para ser julgado. Os dois condenados nesta quarta deverão, segundo a sentença, iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Julgamento determinou a condenação de Rogério Henrique da Silva e Valdeir Ferreira da Silva

Stival foi executado a tiros em uma casa em construção na frente do seu depósito de bebidas, no Jardim Boer. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, o crime foi “encomendado” por Rogério Henrique, dono de outro estabelecimento do gênero no bairro, que estaria descontente com a concorrência.

A investigação aponta que Henrique pagou R$ 1 mil para que os outros dois acusados simulassem o roubo e realizassem a execução. Durante o julgamento, o promotor de Justiça Vanderlei César Honorato sustentou que depoimentos de testemunhas, dados obtidos por meio da quebra do sigilo telefônico dos suspeitos e uma arma apreendida em uma operação da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) comprovavam a tese.

Foto: O Liberal
O comerciante Rogério Henrique da Silva (de azul) é apontado como mandante do assassinato

O revólver foi localizado na casa de Ramalho, que era investigado por tráfico de drogas. O exame de balística comprovou que partiu dele o projétil que causou a morte do comerciante e testemunhas que estavam no bar durante o “assalto” o reconheceram.

Registros de ligações realizadas desde abril mostram que o suposto executor manteve intenso contato com o mandante. “Tem ligações poucos minutos antes do crime e uma de madrugada, horas depois da morte”, afirmou o representante do Ministério Público.

As defesas já manifestaram a intenção de recorrer da sentença. A de Rogério para pedir um novo julgamento e a de Valdeir para solicitar uma redução de pena.

“Entendemos que o julgamento foi contrário à prova dos autos e vamos pedir um novo júri”, disse Willian César Pinto de Oliveira, advogado do comerciante.

“A pena ficou um pouco elevada, então vou recorrer para pedir que ela seja um pouco menor”, ressaltou José Sidnei da Rocha, defensor de Valdeir.

Emocionada após ouvir a sentença, a mãe de Marcos, Rosângela Cristina da Silva, disse que a reputação foi o mais importante no julgamento. “São mais de três mil páginas de processo e nada denigre a imagem do meu filho”, afirmou.

Advogados questionam linhas de investigação

A investigação do caso, realizada pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), foi alvo de críticas por parte das defesas ao longo do julgamento. Os defensores cobraram de uma investigadora ouvida em plenário provas de que outros indícios foram analisados.

Um deles é a informação dada por familiares de Stival de que ele foi visto chorando por conta de um desentendimento na compra de um carro. O advogado Willian César Pinto de Oliveira, perguntou à investigadora porque a prima da vítima, que teria visto isso, não foi ouvida pela Polícia Civil.

“A senhora seguiu a linha que mais gostou?”, perguntou o advogado. “Nenhuma outra prova ou informação corroborou outra linha de investigação”, declarou a investigadora Débora Silvestrini.

Já o advogado José Sidnei da Rocha quis saber como os policiais chegaram a seu cliente, Valdeir Ferreira da Silva. A policial afirmou que uma operação da DIG, que prendeu o outro réu do caso – Rogério Ramalho, que teve o processo desmembrado – levou os investigadores a Valdeir.

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