Juiz altera a pena de delator da Fusca Amarelo

Comerciante Alessandro Maris de Barros foi condenado em um dos processos da operação que desmantelou quadrilha de furtos na região


O juiz André Carlos de Oliveira, da 1ª Vara Criminal de Americana, atendeu a um pedido do Ministério Público e livrou da prisão o comerciante Alessandro Maris de Barros, condenado em um dos processos derivados da operação Fusca Amarelo. Na sentença original, divulgada em janeiro, ele deveria começar a cumprir a pena de quatro anos e seis meses de prisão em regime semiaberto. Como ele firmou um acordo de delação premiada, o MP pediu que ele cumprisse a punição no regime aberto.

Na primeira decisão, o magistrado considerou que o regime inicial deveria ser o mais duro por conta da gravidade dos crimes e do total de pena, superior a quatro anos de detenção. “Fixo o regime inicial aberto em decorrência do cumprimento, pelo condenado, dos termos de colaboração premiada. Deixo de substituir a privativa de liberdade por restritivas de direito, para Alessandro, por conta de, paralelamente à condenação aqui definida, antes, quando da homologação da cooperação, terem sido aplicadas medidas visando a proteção do colaborador”, diz despacho do magistrado.

Foto: Polícia Militar / Divulgação
Loja que pertence a Alexandro de Barros foi alvo da operação

Deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) e pela Polícia Militar, a operação Fusca Amarelo desmantelou uma organização criminosa que atuava na receptação de veículos furtados e roubados na região.

Além de Alessandro, foram condenados na ação Fernando Alberto Trindade (quatro anos e dez meses) e Anderson Rui de Barros (seis anos e seis meses), que assim como Alessandro começarão a cumprir a pena no regime semiaberto. Considerado reincidente pelo juiz, Romildo Batista da Silva Júnior (três anos e seis meses) recebeu pena em regime fechado.

Já Thiago José de Andrade (dois anos e quatro meses) e Roberto Correia Rapozo (três anos e seis meses, regime aberto) terão as penas substituídas pela prestação de serviços comunitários e uma multa. Lucas Fonseca Cavalcante e Maurício Franco de Souza foram absolvidos por falta de provas.

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