Jovem de Nova Odessa é suspeito de planejar ataques a escolas

Polícia apreendeu um simulacro de arma de fogo, uma bandana, um fone de ouvido e um celular com fotografias e vídeos relacionados a armamentos


Foto: Marcelo Rocha - O Liberal.JPG
Simulacro, celular e bandana foram apreendidos

Um estudante de 16 anos, de Nova Odessa, é suspeito de tentar aliciar um adolescente de 14 para realizarem ataques em escolas. Segundo BO (boletim de ocorrência), na casa do mais velho a polícia apreendeu um simulacro de arma de fogo, uma bandana, um fone de ouvido e um celular com fotografias e vídeos relacionados a armamentos.

O primeiro registro do caso ocorreu por volta das 17h30, quando policiais foram acionados pelo vice-diretor da Escola Estadual Professora Enedina Gomes de Freitas, em Mogi das Cruzes. O educador informou que foi procurado pelo jovem de 14 anos, que relatou que o estudante de Nova Odessa estava com “ideias estranhas” em conversas com ele por whatsapp e tentava aliciá-lo para que realizassem ataques em escolas em razão do adolescente mais velho sofrer bullying.

Segundo o BO, o jovem da RPT (Região do Polo Têxtil) chegou a enviar-lhe um vídeo onde aparece manuseando uma espingarda, atirando em uma mesa. O adolescente que mora em Mogi das Cruzes nasceu em Suzano, município vizinho onde uma dupla de alunos matou 10 pessoas e deixou outras 11 feridas em um atentado realizado no dia 13 de março.

APREENSÕES. Após o primeiro relato sobre o caso, policiais militares foram acionados e se dirigiram à casa do estudante de Nova Odessa, localizada no Jardim São Jorge, por volta das 21h15 desta sexta-feira (12). No local ocorreram as apreensões. No celular, foram localizados diálogos com o jovem que relatou as conversas entre ambos, conforme o registro policial.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, o estudante nega qualquer tipo de incitação ou apologia ao crime e a intenção de invadir escolas. Ele afirmou que tem contato há cerca de um ano com o adolescente de 14 anos pela internet e as conversas tratam-se somente de brincadeiras. E acrescentou que existem vários grupos de whatsapp com os mesmos teores, em tom de brincadeira.

O jovem foi liberado ao pai mediante assinatura de um Termo de Compromisso de Responsabilidade. Ele foi orientado a apresentar o filho ao Ministério Público no prazo de 24 horas.

“Eu não sabia desta situação. É um menino que tem uma dedicação voltada à escola, estudar. Isto é uma brincadeira que ele elaborou com esse rapaz, mas eu não tinha ciência de nada. Até eu fui surpreendido por essa situação e fiquei inconformado com isso aí. Ele sempre teve celular, computador e ele foi educado a fugir das coisas erradas”, afirma o pai do estudante.

Ele nega que o filho já tenha sido vítima de bullying e afirma que restringiu imediatamente o uso da internet pelo jovem.

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