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ELEIÇÕES 2022

Inclinado a apoiar Garcia, Chico corre risco de ser expulso do PV

Partido afirma que vai pedir afastamento de quem manifestar apoio ao tucano; prefeito diz pensar além da questão partidária

Por Rodrigo Alonso

26 de maio de 2022, às 06h48 • Última atualização em 26 de maio de 2022, às 11h10

Chico elogiou a gestão de Rodrigo Garcia - Foto: Divulgação / Prefeitura de Americana

Presente num jantar com o governador Rodrigo Garcia (PSDB) nesta terça-feira, o prefeito de Americana, Chico Sardelli (PV), afirmou ao LIBERAL que há “chances reais” de ele apoiar o tucano nas próximas eleições. Mas, se fizer isso, ele correrá o risco de ser expulso do PV.

O presidente estadual do partido, Marcos Belizario, disse que a sigla vai pedir o afastamento de quem manifestar apoio a Garcia, pré-candidato ao Governo de São Paulo.

Atualmente, o PV integra uma federação partidária também formada pelo PT e pelo PCdoB – a aliança foi aprovada nesta terça pelo TSE nesta terça. O diretório estadual do PV, portanto, apoia Fernando Haddad (PT) para a eleição a governador.

“Se o prefeito ou o dirigente [do PV] não acompanhar a federação, pode chegar até à questão da expulsão”, declarou Belizario em entrevista ao LIBERAL.

Chico apontou que tem pensado além da questão partidária. “Depois de tantos anos de partido, mais de 20 anos de partido, se eles entenderem que esse é o caminho, eu digo ‘siga em frente, vá embora’, porque o meu partido é a cidade de Americana. O que eu puder fazer para ajudar a cidade de Americana, eu vou fazer”, comentou.

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Segundo o prefeito, Garcia tem atendido “muito bem” a administração municipal. “Eu fui deputado estadual com ele, deputado federal. Foi uma das principais pessoas que incentivaram o meu início de campanha, e eu acredito nele também. Acho ele um bom gestor, um bom parlamentar, um bom governador. Está mostrando aí”, justificou.

Chico também reforçou ser contrário à federação. “Eu tenho a tese da candidatura própria, não era apoiar A, B ou C de outro partido. Agora, não nos restou outra alternativa a não ser poder ouvir. Nós estamos ouvindo e, ontem [terça], eu fui lá para ouvir”, destacou.

Jantar
No jantar, também havia outros 11 prefeitos paulistas filiados ao PV. Belizario criticou o encontro. “Este jantar é uma política que este governo do PSDB tem construído já há muito tempo. Eles trabalham de uma forma que você acaba sendo obrigado [a apoiar]”, disse.

“Se não apoia o governo, não tem ajuda do Estado. Isso é uma milícia política adotada, infelizmente, pelo PSDB aqui no Estado de São Paulo”, acrescentou.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente estadual do PSDB, Marco Vinholi, rebateu a declaração. “Não há um só município paulista que não tenha sido contemplado pelas ações do Governo do Estado, independentemente do partido político do prefeito”, afirmou o tucano, que ressaltou a importância de um eventual apoio desses prefeitos filiados ao PV.

“Em uma eleição apoios são sempre importantes e, vindo de prefeitos, têm um peso ainda maior e fundamental”.

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