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Americana

Hygea diz que não renovou contrato com HM por não possuir autonomia

Empresa decidiu não renovar contrato para fornecimento de profissionais para atendimento de Covid-19 no Hospital Municipal de Americana

Por Marina Zanaki

13 abr 2021 às 08:02 • Última atualização 13 abr 2021 às 08:45

A Hygea disse que resolveu não renovar o contrato com o Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, para fornecimento de funcionários para a ala Covid-19, no pior momento da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), por não ter autonomia total da gestão do setor. O contrato para fornecimento de profissionais da enfermagem e médicos se encerra nesta quinta-feira.

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A empresa atua por meio da gestão semiplena na ala Covid-19 do HM, sem poder de decisões de cunho administrativo, operacional, jurídico e contábil. Segundo explicação da Hygea, isso faz com que a empresa não tenha controle sobre os resultados obtidos por meio de seu trabalho.

A não renovação do contrato se deu porque a empresa entende que, “neste modelo de gestão semiplena, a prefeitura teria mais condições de organizar o serviço da maneira como lhe convém”.

A Hygea argumentou que entende como mais apropriada a prestação de serviços no modelo gestão plena, onde tem total aval para administração global do serviço.

Os outros contratos da empresa com a prefeitura para a gestão do pronto-socorro geral do HM e do PA (Pronto Atendimento) Zanaga também são da categoria semiplena. A empresa argumenta que a gestão plena seria importante na ala Covid-19 porque se trata de uma situação “complexa”.

“Porém, cabe à administração pública determinar o modelo de gestão que mais lhe agrada, e respeitamos acima de tudo o posicionamento do município e da Fusame (Fundação Saúde de Americana)”, afirmou a empresa.

“A empresa Hygea reitera seu compromisso de prestar os serviços da melhor maneira possível até a data de encerramento de seu contrato, e se colocou à disposição para efetuar uma transição tranquila e harmônica”, finalizou a empresa.

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A Prefeitura de Americana lamentou o argumento da Hygea para não renovar o contrato no atual momento de crise sanitária e de alta demanda pela saúde pública.

“Depois de anos de atuação em Americana, a empresa traz um argumento desconhecido da atual gestão, e encerra de forma unilateral o contrato sem se preocupar com o impacto ocasionado”, criticou a prefeitura.

A administração voltou a garantir que não haverá desassistência e fará a reposição dos profissionais até o fim do contrato. Questionada, a prefeitura não explicou como será essa contratação.

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