HM adquire 1,5 mil kits para realizar teste rápido de dengue

Medida foi adotada após a cidade registrar o 1º caso de morte por febre maculosa e assim evitar que casos dessa doença sejam confundidos com a dengue


O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, comprou 1,5 mil kits para teste rápido de dengue. A medida foi adotada após a cidade registrar o primeiro caso de morte por febre maculosa do ano e assim evitar que casos dessa doença sejam confundidos com a dengue. Como a cidade está em plena epidemia, o diagnóstico ocorre apenas pela análise dos sintomas, sem realização de exame laboratorial.

Foto: Arquivo / O Liberal
O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, comprou 1,5 mil kits para teste rápido de dengue

A preocupação é que o desenvolvimento inicial das duas doenças é parecido, mas enquanto o tratamento para dengue consiste em hidratação, o de febre maculosa demanda uso de antibiótico.

Um homem de 35 anos que morava na Praia dos Namorados morreu em março de febre maculosa. O teste laboratorial que confirmou a doença foi recebido pelo município na segunda-feira. Segundo o infectologista do Hospital Municipal, Arnaldo Gouveia Junior, a suspeita inicial era dengue.

Contudo, o paciente relatou que havia trabalhado como jardineiro em uma área com capivaras na Praia Azul. Por conta disso, levantou-se a suspeita de febre maculosa e o tratamento teve início, mas ele não resistiu e morreu menos de 48 horas após dar entrada no hospital.

“É enlouquecedor, o começo é idêntico. A grande maioria que aparece com febre, dor de cabeça, no corpo, náusea e plaqueta baixa é dengue mesmo. Um ou outro pode ser sinusite, mas em Americana o nosso um ou outro é pior que a dengue. Faltou levar em conta o nosso histórico”. Em 2018, a cidade viveu um surto de febre maculosa, com 11 contaminados e 9 mortes.

“Uma vez que o Estado abriu mão de fazer o diagnóstico, com aquela conversa já teve muito caso e é surto de dengue, então tudo que aparecer é dengue mesmo. Isso é aceitável em lugar que só tem dengue. Se você não fizer diagnóstico de febre maculosa, imaginando que seja dengue, a pessoa morre”, alertou.

Os testes rápidos foram comprados na semana passada e estão sendo utilizados para pacientes com quadro mais grave, gestantes e pessoas com comorbidades.

A Secretaria Estadual de Saúde explicou que a adoção de análise clínica para o diagnóstico de dengue durante uma epidemia faz parte de uma diretriz firmada entre Estado e os municípios, e que os exames seguem sendo feitos em casos graves e óbitos. “Não há anormalidade na conduta do Instituto Adolfo Lutz”, garantiu.

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