22 de janeiro de 2022 Atualizado 17:00

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Atendimento no PS

HM: 47% dos atendimentos não são urgentes, diz prefeitura

Dado foi divulgado pela Prefeitura de Americana em anúncio de novo sistema de atendimento dos pacientes

Por Ana Carolina Leal

14 jan 2022 às 08:09 • Última atualização 14 jan 2022 às 08:40

Quase metade dos atendimentos realizados no pronto-socorro do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, não são urgentes. A informação foi divulgada pela prefeitura nesta quinta-feira (13) ao anunciar uma nova forma de triagem para os pacientes que recorrem ao sistema de saúde.

De acordo com a administração municipal, 47% dos casos que passam pelo pronto-socorro são classificados como não urgentes. São pacientes com dores crônicas ou que necessitam de medicação com receita.

Hospital Municipal tem nova classificação para atendimento de pacientes – Foto: Prefeitura de Americana / Divulgação

Outros 30% são considerados pouco urgentes e englobam queixas de enxaqueca, estado febril sem a presença de alterações vitais, torcicolos, entre outros.

Os casos realmente classificados como urgentes respondem por 19% dos atendimentos e abrangem situações como desmaios, dor moderada, vômito intenso e crises de pânico.

Receba as notícias do LIBERAL no WhatsApp

Só 4% dos atendimentos são considerados muito urgentes ou de emergência. São pacientes que se encontram em estado gravíssimo e com risco de morte, que necessitam de atendimento imediato, como quadros de queimadura em 25% do corpo, problemas respiratórios, dor no peito relacionada à falta de ar e crises de convulsão.

Desde 1º de dezembro do ano passado, o atendimento no pronto-socorro do hospital municipal, que até então era realizado por ordem de chegada, passou a ser definido por classificação de risco.

A triagem é baseada no protocolo de Manchester, criado em 1997, na Inglaterra. É um dos métodos mais utilizados no mundo para triagem de pacientes logo após sua chegada na unidade, que são classificados por cores conforme a gravidade de cada caso.

“Apesar do pouco tempo de implantação, já percebemos uma melhoria importante. Ao priorizar os casos mais críticos estamos humanizando ainda mais o atendimento e agilizando com foco na gravidade”, destacou a superintendente da Fusame (Fundação de Saúde de Americana), Lilian Godoy.

Pelo protocolo, a cor vermelha sinaliza que o caso requer emergência e o laranja aponta tratar-se de atendimento muito urgente, com risco significativo de morte e com tempo de espera aproximado de até dez minutos.

A cor amarela é para casos urgentes com tempo médio de espera de até 60 minutos; o verde para situações pouco urgente e o azul, não urgente, podendo o paciente aguardar atendimento ou ser encaminhado para outra unidade.

Publicidade