Guardas reclamam de ‘campana’ no Acampamento Roseli Nunes

Patrulheiros foram determinados a ficarem no local 24 horas por dia para evitar que o grupo construa mais barracos e consolide a ocupação


Em “campana” desde o sábado retrasado e 24 horas por dia na área pública ocupada por família do Acampamento Roseli Nunes, na região do Pós-Represa, em Americana, guardas municipais têm reclamado da situação. Eles alegam que a determinação prejudica o patrulhamento e o atendimento de ocorrências, já que duas viaturas, com quatro homens, ficam “amarradas” no terreno para evitar que o grupo construa mais barracos e consolide a ocupação.

Um dos guardas ouvidos pelo LIBERAL, que pediu para não ser identificado com medo de represálias, disse que os patrulheiros revezam de 2 em 2 horas no local. “A gente acaba perdendo, além desse tempo, mais meia hora para ir até lá e meia hora para voltar, sendo que as famílias só vão sair de lá quando tiver reintegração de posse. Não adianta nada a gente ficar lá. Quando a Justiça mandar a Polícia Militar retirar eles, tanto faz se terá 2 ou 10 barracos”, reclamou dos patrulheiros.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Prefeitura ainda não esclareceu de quem foi a decisão de manter a Gama no local do acampamento

A reintegração de posse, inclusive, já foi determinada pela Justiça em decisão liminar na última sexta-feira. O juiz determinou inclusive o uso de força policial para retirada das famílias. A ação, entretanto, ainda não tem data definida.

Por meio de nota, a Prefeitura de Americana não esclareceu se a determinação de manter os guardas no local é do prefeito ou da direção da Gama. O Executivo escreveu que é dever da corporação zelar pelo patrimônio público e que a determinação será mantida enquanto existir o risco de ocupação do espaço. A área ficou conhecida no passado como “Residencial Capivara”, e já foi alvo de reintegração de posse.

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