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Americana

‘Gangue da Hilux’ vendia caminhonete furtada por R$ 25 mil em Americana

Operação da DIG prendeu nesta sexta-feira grupo que tinha suspeito ligado ao PCC, e que teria feito entre 12 e 15 vítimas

Por Pedro Heiderich

18 Setembro 2021, às 08h34

Quadrilha pode ter roubado ou furtado ao menos dez caminhonetes desde junho na região - Foto: Divulgação/DIG de Americana

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Americana prendeu na manhã desta sexta-feira um membro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e mais três suspeitos de fazerem parte de uma quadrilha que roubava caminhonetes de luxo do modelo Toyota Hilux na região. O grupo vendia cada veículo furtado por R$ 25 mil.

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A estimativa é de que a quadrilha furtou, pelo menos, de 12 a 15 veículos deste tipo nos últimos dois meses em Americana e região. As Hilux eram vendidas tanto na região quanto em outras partes do Estado, como no ABC e Baixada Santista.

Segundo o delegado titular da DIG, José Donizeti, há dois meses uma equipe investigava o crescimento de furtos de Hilux em Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Limeira e Piracicaba.

A polícia chegou até o grupo após o furto de uma Hilux em Santa Bárbara. O autor do crime foi preso com o veículo no Rodoanel, na Grande São Paulo, há dez dias. Ele foi solto dias depois em audiência de custódia, mas foi o suficiente para a DIG agir.

“Depois disso, começamos a ter uma linha de investigação. Identificamos o grupo que agia aqui na região, de moradores de Americana e Santa Bárbara”, conta o delegado.

Na denominada Operação GPS, a DIG cumpriu nesta sexta mandados de busca e apreensão nas duas cidades, e prendeu quatro suspeitos.

Foram presos dois homens e duas mulheres. Dentre os homens, um deles foi identificado como Almir Lima de Carvalho, vulgo “Mixirica”, que seria membro do PCC. De acordo com Donizeti, “Mixirica” era o líder do bando e tinha uma BMW utilizada para servir de “escolta” para os furtos da quadrilha.

O outro homem era responsável por furtar os carros, e era ele quem tinha sido preso dez dias atrás.

As duas mulheres presas seriam companheiras dos homens e cuidavam da contabilidade do grupo e de material de suporte. Nas casas onde foram cumpridos os mandados, foram encontrados documentos que comprovam envolvimento e função de cada um.

“Eles vendiam as caminhonetes inteiras, sem adulterar, por R$ 25 mil para um receptador. Ele deve ser identificado em breve por conta das transações bancárias”, revela o delegado sobre o caso.

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