Funcionário é agredido por guarda e prefeitura investiga

Confusão teve início após os patrulheiros da Gama estacionarem a viatura em cima da faixa de pedestres e da rampa de acesso a cadeirantes


Vídeo: Confusão começou após produtor fotografar viatura na faixa de pedestres

Um funcionário do Teatro Municipal Lulu Benencase, de Americana, relatou uma agressão sofrida por um guarda municipal, em frente ao teatro, na tarde deste domingo (17). A confusão teve início após os patrulheiros da Gama (Guarda Municipal de Americana) estacionarem a viatura em cima da faixa de pedestres e da rampa de acesso a cadeirantes e serem questionados. A situação foi filmada e repercutiu nas redes sociais. A Prefeitura de Americana informou que irá apurar o caso.

Conforme o relato do funcionário Osmair Poleto, conhecido como Branco, o público chegava para um espetáculo infantil, por volta das 15h30, quando os guardas pararam a viatura. Um membro da produção da peça tirou uma foto do carro sobre a faixa e questionou os guardas, que deram voz de prisão ao homem e o colocaram na viatura. Em seguida, os funcionários do teatro interviram e Branco acabou levando um chute na perna e uma gravata. Para ele a situação foi abuso de poder.

Foto: Reprodução - Facebook
Um membro da produção da peça tirou uma foto do carro sobre a faixa e questionou os guardas

“Fomos lá conversar, o guarda já começou a gritar. Falei para ter calma, que não era assim. Falei: ‘como estamos com criança, vamos lá pra dentro conversar’. Nisso o cara me chutou, deu uma gravata e colocou na viatura. A Guarda não merece esse indivíduo lá dentro, a Gama merece todo nosso respeito, nós temos um respeito muito grande por eles, mas infelizmente em todo o lugar tem o bom e mau”, afirmou Branco.

Ele e o outro homem foram levados à CPJ (Central de Polícia Judiciária) e depois liberados. O caso foi registrado na Polícia Civil. Por meio de nota, a prefeitura informou que abrirá sindicância para apurar as atitudes dos guardas municipais e também dos funcionários do teatro.

Em vídeos registrados por testemunhas – disponíveis no Portal do LIBERAL – é possível ver um funcionário argumentando com os patrulheiros. Um deles diz que, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, as viaturas têm “livre parada”, e o outro diz que “trabalha 12 horas por dia” para cuidar do próprio serviço, e não dos outros.

No CTB, inclusive, está previsto que as viaturas podem estacionar em qualquer local e até trafegar na contramão, desde que se trate de uma situação de emergência e acionem sinais luminosos e sonoros. Caso contrário, podem ser inclusive multadas.

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