Funcionando em casa alugada, UBS no São Luiz será transferida

Recepção fica na garagem e higienização é realizada na pia da cozinha; atendimento será alterado para posto distante 3 km


Atualmente funcionando em uma casa alugada, a UBS (Unidade Básica de Saúde) São Luiz, em Americana, será transferida. Usuários reclamam do local precário e que o atendimento estará distante, prejudicando o acesso de pessoas que são idosas e não tem carro.

A reportagem apurou que o prédio que vai receber o posto fica no Jardim Boer, distante cerca de três quilômetros do atual. A estimativa da prefeitura é que o imóvel, construído pelo governo estadual por meio do programa Saúde em Ação, seja entregue no segundo semestre.

“Ainda eu tenho carro, e quem depende de ônibus? É complicado deslocar daqui até lá. Esse lugar aqui não é apropriado”, reclamou a costureira Marcia Maria Bonfim de Carvalho, de 43 anos.

Foto: Divulgação
Pacientes reclamam falta de estrutura

A UBS funcionava em um prédio próprio do município no São Luiz, mas que precisou ser desocupado há cerca de quatro anos pois sofria com alagamentos durantes as chuvas. A unidade seria desativada, mas diante da pressão dos moradores, os atendimentos foram transferidos às pressas para uma casa na Rua Arno Tognetta. A prefeitura paga cerca de R$ 2 mil por mês de aluguel.

Pacientes reclamam que o local não possui estrutura para atendimento. A recepção fica na garagem e os consultórios são em quartos. Para acessar a sala de vacinas, é preciso passar pela sala de curativos. Além disso, segundo relatos de usuários, a higienização das mãos de funcionários é realizada onde seria a pia da cozinha da casa.

A Secretaria de Saúde esclareceu que, sabendo da necessidade de adequar o local, procurou um terreno que atendesse as configurações propostas pelo programa Saúde em Ação.

“Foram procurados terrenos mais próximos à unidade atual e verificado o terreno da antiga unidade, porém não atendiam à metragem solicitada, bem como não possuíam o layout necessário para a planta aprovada no projeto, tanto que o projeto foi um dos últimos a serem aprovados pelo Estado”.

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