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Especial

Série especial: fuja das ciladas digitais

LIBERAL explica como funcionam os principais golpes do mundo virtual e como evitar se tornar uma das vítimas dos estelionatários

Por Leonardo Oliveira

25 abr 2021 às 08:51 • Última atualização 26 abr 2021 às 07:56

Na última reportagem da série sobre como funcionam os golpes digitais, o LIBERAL traz dicas de como evitar se tornar uma vítima dos principais crimes cometidos pelos estelionatários no meio digital.

Para isso, a reportagem reuniu orientações de dois especialistas em segurança digital e de cartilhas da Polícia Civil de São Paulo e do Rio Grande do Sul.

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Diretor da Cards Inova, empresa de Americana especializada em certificação digital, Fernando Muterle, pede que as pessoas fiquem atentas a situações como promoções que soam muito vantajosas ou absurdas.

“A orientação é que a pessoa sempre pegue as informações do produto, faça uma pesquisa no Google e verifique se os valores estão realmente proporcionais”, explica.

Ele ressalta também a checagem se um site é seguro ou não. “Sempre que você for fazer uma compra, identifique se, no endereço daquele site, existe aquele ‘cadeadinho’, que significa que aquele é um site que dispõe de segurança”.

Diretor de inovação da 4Mooney Tecnologia, empresa de desenvolvimento do conhecimento tecnológico, Flavio Gonsalves de Oliveira afirma que, em grande parte dos casos, os golpes ocorrem em compras consideradas supérfluas.

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“90% dos crimes relacionados ao comércio digital são baseados em coisas que você não precisa comprar, porque aquilo que você precisa comprar, você checa o fornecedor, checa o preço, a origem, o prazo de entrega, porque não é emoção, é necessidade. Quando você faz a compra por impulso, você não checa nada disso”, explica.

Golpe do WhatsApp tem sido um dos mais comuns nos últimos tempos – Foto: Pixabay

WHATSAPP CLONADO
O criminoso se passa por um funcionário de site de compra ou de banco e diz que vai encaminhar um código promocional. Ele pede para a vítima informar esse código, que, na verdade, é um código de verificação do WhatsApp. Com esse dado, o estelionatário consegue acesso à conta da vítima e passa a enviar mensagens para os contatos da agenda dela, se passando por ela e pedindo dinheiro emprestado.

Como evitar
Ative a “Confirmação em duas etapas” no WhatsApp. Nunca forneça o código verificador que você recebe via SMS em seu celular e sempre desconfie de situações em que a pessoa solicita a realização de transferências e em caráter de urgência. Neste caso, ligue para a pessoa que solicitou o dinheiro e verifique se realmente é ela quem está solicitando a transação.

GOLPE DO AUXÍLIO EMERGENCIAL
Por meio de mensagem, o golpista ilude a vítima afirmando que ela tem direito a receber ajuda do governo. Para isso, bastaria fazer um cadastro por meio do link na mensagem, informando dados pessoais, que acabam sendo usados em golpes como abrir uma empresa fantasma em nome da vítima.

Como evitar
Desconfie de links enviados por WhatsApp, ainda mais quando trazem mensagens imediatistas, como “acesso somente nas próximas horas”. Nunca preencha formulários com informações pessoais, principalmente CPF e dados bancários em sites que não sejam seguros ou reconhecidos.

GOLPE DO CARRO QUEBRADO
O golpista liga para as vítimas, se identifica como um sobrinho ou parente distante que teve o seu carro quebrado e, por isso, precisa de ajuda. A vítima transfere o dinheiro do suposto conserto para o próprio golpista ou para o nome de uma pessoa que seria o suposto mecânico.

Como evitar
Não faça transferências ou dê dinheiro para terceiros. Deligue o telefone e faça contato com o familiar que você achava estar falando. Caso a pessoa esteja realmente em apuros, você ainda poderá ajudá-la.

FRAUDES BANCÁRIAS
Elas ocorrem de diversas maneiras. Pode ser um falso funcionário de uma central de atendimento, que liga para o cliente dizendo que ele tem problemas no cadastro, por isso pede informações da conta bancária, que são usadas depois para compras fraudulentas. Há também o golpe do motoboy, em que o cliente é informado que seu cartão foi clonado e que um motoboy irá retirá-lo para troca. E há o “pishing” – neste, o criminoso envia links ou e-mails fazendo com que a vítima clique nos links que “roubam” os dados pessoais ou induzem ao preenchimento de um cadastro com informações pessoais.

Como evitar
Evite computadores públicos e redes abertas de wi-fi para acessar conta bancária ou fazer compras on-line. Nunca abra e-mails de procedência duvidosa e, se abrir, não execute programas, abra arquivos ou clique em links nestes e-mails. Nunca utilize seu cartão para fazer compras em sites desconhecidos.

SITES DE COMÉRCIO ELETRÔNICO FRAUDULENTOS
O golpista cria uma página na internet semelhante à verdadeira. Com isso, a vítima acredita que está comprando em um site confiável. Depois da aquisição, ela não recebe em casa os produtos e percebe o golpe.

Como evitar
Realize pesquisas na internet para obter informações a respeito da reputação do site em que deseja efetuar compras. É possível verificar a lista de sites reprovados no Procon. Faça uma pesquisa de mercado do valor do produto que deseja adquirir e desconfie de preços muito baixos. Verifique se o site é seguro, localizando o ícone de um cadeado, ao lado do endereço do site (URL). Sites fraudulentos podem conter erros de português ou ainda sobre as informações técnicas do produto. Verifique também se há CNJP cadastrado na página .

FALSO BOLETO
O criminoso, usando um link fraudulento, altera o código de barras para que o valor caia na conta do integrante da quadrilha.

Como evitar
Sempre verifique se os dados do “beneficiário” correspondem aos de quem lhe vendeu o produto ou serviço. Desconfie se o código de barras estiver com falhas que apresentem espaços excessivos entre as barras ou qualquer outra alteração que impossibilite o reconhecimento pela leitora. Sempre que tiver dúvidas sobre a veracidade de um boleto de cobrança, consulte diretamente o fornecedor que o emitiu.

GOLPE DO AMOR
A vítima entra em sites de relacionamento e acaba encontrando um perfil falso, gerenciado por um golpista, que tenta ganhar a confiança dela. Depois de criar uma ligação afetiva, o estelionatário inventa uma desculpa para ganhar dinheiro da vítima, como, por exemplo, que gostaria de conhecê-la pessoalmente. A pessoa acaba ajudando com despesas e cai no golpe. Em outro exemplo, o golpista pede fotos íntimas da vítima e depois ameaça divulgar o conteúdo na internet caso não receba uma compensação financeira.

Como evitar
Marque encontros com pessoas conhecidas na internet, preferencialmente, em locais públicos. Desconfie da solicitação de empréstimo, em qualquer situação. Dialogue com parentes e amigos sobre o relacionamento e peça opiniões.

Veja as reportagens da série especial

Engenharia social
Por que as pessoas caem em golpes digitais?

Investigação
Como a burocracia atrapalha a apuração policial

O mais comum
Golpe do intermediário: campeão de vítimas em Americana


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