Famílias de Americana terão de voltar às creches para recadastro

Segundo a prefeitura, muita gente está com telefone desatualizado ou desistiu da vaga; ideia é dimensionar espera real e as datas não estão definidas


As famílias de crianças que estão na fila de espera por vagas em creches municipais de Americana e não conseguirem entrar na rede em 2020 terão de voltar às unidades de ensino para se recadastrar. A Secretaria da Educação vai cancelar a inscrição de quem não comparecer. As datas do recadastramento ainda não estão definidas.

A ideia da prefeitura é saber quem ainda tem interesse real nas vagas e dimensionar o real tamanho da fila de espera, que na semana passada estava em 1.791 crianças. Até então, quem já estava inscrito não precisava refazer o cadastro.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Na última semana a fila de espera por uma vaga em creche municipal estava em um total de 1.791 crianças

Só que a Secretaria de Educação percebeu que quando entra em contato com as famílias, várias desistiram porque já matricularam a criança na rede particular ou mudaram de cidade, por exemplo. O índice de desistência gira em torno de 10%, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura.
Mas, além dos desistentes, há outro problema: a prefeitura não consegue falar com algumas famílias porque os telefones e endereços estão desatualizados.

“As escolas só percebem estes problemas no ato de chamar a criança para a vaga, por estes motivos expostos que a Secretaria de Educação percebeu a necessidade de fazer um recadastramento das fichas de inscrição para saber o real número de inscritos aguardando na lista de demanda que tem de fato interesse na vaga de creche”, informou a Secretaria de Educação por meio da assessoria de imprensa do governo municipal.

O gerente de loja Mario Franceschini, 34, tenta uma vaga para a filha de 1 ano e 4 meses há pouco mais de um ano. Ela chegou a ser a primeira da fila de espera, quando a irmã mais velha também estava na rede municipal – um dos critérios de prioridade é se a criança já tem um irmão na creche.

Porém, a menina mais velha mudou para uma escola estadual e Mario viu a fila andar na frente da criança menor. Hoje, a menina fica durante o dia com sua mãe, que tem 69 anos e sofre de artrose. “Então pra ela cuidar é perigoso, derrubar a criança, até ela [mãe dele] mesmo cair e se machucar”.

O gerente acha que o recadastramento pode significar uma esperança a mais para quem está de fato à espera, como ele. “Porque se eles vão reavaliar os cadastros que fizeram e desistiram, mais oportunidade pra quem procura”.

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