Família apela por mecha de cabelo que foi furtada em casa do Jardim América

A pequena Jhenyfer, de seis anos, raspou a cabeça por conta de tratamento contra leucemia e guardava o cabelo para doação


Quando Jhenyfer Duran Pelissari, de seis anos, soube que sua casa no Jardim América 2 havia sido invadida, sua primeira preocupação foi com seus brinquedos. A vendedora Angelica Duran Pelissari, de 30 anos, contou que a filha começou a chorar com medo deles terem sido furtados. Os brinquedos foram poupados, mas levaram a mecha do último corte de cabelo da pequena antes de raspá-lo.

A menina está fazendo tratamento de LLA (leucemia linfática aguda) tipo b desde dezembro do ano passado. Por conta da quimioterapia, seu cabelo começou a cair e ela precisou cortá-lo em estilo chanel. A mãe, a irmã mais velha e duas primas fizeram o mesmo corte para encorajar a pequena. Pouco tempo depois, ela precisou raspá-lo.

Foto: Marlon Oliveira / O Liberal
Cabelo estava dentro de caixa guardada

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As mechas dos cinco cabelos estavam dentro de uma caixa no guarda-roupa. Quando a família chegou em casa na quarta da semana passada, encontrou os cômodos revirados e a caixa jogada no chão – e vazia.

“É uma coisa que ela guardava com tanto carinho. Ela falava ‘mãe, posso ver meu cabelo?’. Pegava o cabelo, colocava na cabeça. Várias vezes pensei em levar para doação, mas a gente se apega. Pensava: é o cabelinho dela. E se acontece alguma coisa? Pelo menos o cabelo ficou. Pensava, vou guardar e quando tiver certeza que está curada a gente doa”, declarou Angelica.

A família apela pela devolução do cabelo. “Ela fez uma carinha de triste, mas ela nem toca no assunto. Ela é meio fechadinha, quando fica triste não fica comentando”, disse a vendedora.

Foram levadas três televisões, quatro relógios, R$ 2 mil, um celular, dois frascos de perfume, itens de decoração, joias de ouro e de prata. Uma caixa que tinha o primeiro sapato de Jhenyfer e a pulseira da maternidade também foi furtada.

Os pais da menina saem para trabalhar e retornam apenas às 17h30. No dia do crime, ao voltar para casa, observaram que as fechaduras do portão e a porta da sala estavam danificados.

“A minha casa é cheia de fotos dela careca, na geladeira, em cima do rack. Como a pessoa entrou e não viu que morava uma criança com câncer? Quem entrou sabia dos nossos horários, já estava vigiando a gente. Ficaram bastante tempo, porque fuçaram na casa inteirinha. A gente trabalha para ter nossas coisinhas e pegam”, desabafou Angelica sobre o caso.

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A SSP (Secretaria de Segurança Pública) disse que o caso é investigado pela CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Americana. “A equipe responsável segue em diligências em busca de imagens ou outros indícios que possam auxiliar na identificação dos assaltantes e esclarecimento dos fatos”, explicou.

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