Família Acolhedora tem projeto enviado à câmara

Proposta prevê lar provisório a menor que tenha deixado sua casa por ordem da Justiça


A Prefeitura de Americana enviou nesta quarta-feira à câmara projeto de lei que institui o programa Família Acolhedora. A intenção é que 15 famílias que ainda serão cadastradas possam receber em suas casas provisoriamente até 20 crianças e adolescentes de no máximo 18 anos que tenham deixado suas casas por ordem da Justiça (vítimas de maus-tratos ou negligência, por exemplo).

Hoje, toda criança que precisa sair da casa onde vive por determinação judicial é levada a um dos dois abrigos de Americana. Eles têm 25 vagas cada. Segundo o secretário de Ação Social e Desenvolvimento Humano, Ailton Gonçalves Dias Filho, um tem 19 e o outro 20 menores (o número varia muito, já que o tempo de permanência não é determinado).

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal_24.10.2019
Secretário Ailton Gonçalves defende alternativa

Ele diz que a Família Acolhedora é uma alternativa melhor para a criança e também mais barata para o município. “O abrigo, por mais que você queira que ele se pareça com um lar, uma casa, não é. O ambiente familiar é diferente”, afirmou.

O valor que cada família receberá ainda será fixado por decreto, mas o secretário de Ação Social adiantou que o subsídio vai ser de R$ 600 por criança. Cada família só pode receber mais de uma criança se forem irmãos.

A entidade selecionada pela prefeitura para fazer o cadastro das famílias é a Apam (Associação de Promoção e Assistência de Americana), que já tem divulgado o programa. Os interessados já podem procurar a entidade na Rua dos Apeninos, 219, no Jardim Alvorada, de acordo com a coordenadora do programa, a psicóloga Patrícia Pires Hansen Capel. O telefone é (19) 3475-7200.

Algumas das exigências previstas no projeto de lei são que os interessados morem há pelo menos dois anos em Americana, não respondam a processo judicial e tenham entre 21 e 65 anos. A pessoa que se inscrever não pode ter interesse na adoção.

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