Falha em licitação desclassifica Estre

Atualmente, a Prefeitura de Americana paga R$ 81 por tonelada de lixo levada ao aterro localizado na região do Pós-Represa


Após apresentar proposta que derrubaria pela metade o gasto de Americana com a destinação do lixo do município, a empresa Estre, de Paulínia, foi desclassificada no processo licitatório por problemas de documentação. A Engep, segunda colocada, para onde os resíduos são levados atualmente – até o fim do contrato emergencial, em 18 de dezembro – foi habilitada nesta terça-feira. Ainda não há definição porque a Estre vai recorrer.

Hoje, a administração paga R$ 81 por tonelada de lixo levada ao aterro localizado na região do Pós-Represa. A Engep venceu a contratação emergencial no fim do ano passado e teve o contrato renovado até o fim deste ano.

Em novembro, a prefeitura recebeu as propostas das empresas e, na tentativa de recuperar o cliente que teve ao longo de anos, a Estre baixou o custo para R$ 39 por tonelada. No passado, a companhia cobrava R$ 83 por tonelada. A derrubada do valor chamou a atenção de vereadores e foi contestada pela Engep.

No próprio edital da licitação, a previsão da prefeitura era de pagar R$ 5,5 milhões por 12 meses de serviço. A proposta fixava o gasto anual na casa dos R$ 2,8 milhões. Mesmo com o preço baixo, a empresa foi desclassificada pois não apresentou a licença em nome da licitante, mas em outro CNPJ.

Dessa forma, foi analisada e aprovada nesta terça-feira a documentação da empresa que fez a segunda melhor proposta, a Engep, que hoje presta o serviço por R$ 81. A oferta foi de R$ 69 por tonelada. Apesar da aprovação, ainda há prazo para recursos.

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