Explosões em pedreira no Salto Grande motivam reclamação

Detonações acontecem na região do Salto Grande, em Americana, e gerente de empresa confirma que último carregamento teve falha


Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal.JPG
Morador diz que explosões causaram trincas em sua residência

Explosões numa pedreira localizada na região do Salto Grande estão motivando reclamações de um morador residente na Praia dos Namorados, em Americana. Segundo ele, as detonações no local são frequentes e a última delas, na quinta-feira passada, “estremeceu a casa toda”. A empresa admite falha no carregamento dos explosivos na última detonação.

O aposentado Ordival Rondelli informa que as explosões acontecem pelo menos uma vez por semana. A última foi ouvida às 13h30 da quinta-feira. “Foi uma explosão muito violenta. Senti a casa toda tremer”.

Segundo o morador, as explosões acontecem há quase 20 anos. Rondelli mora na orla da Praia dos Namorados. A pedreira fica do outro lado, no Pós-Represa. “O estouro sempre dá para ser ouvido daqui. Com a vibração cai até quadro da parede da minha casa”, disse.

O aposentado informou que há trincas na casa decorrentes da vibração. Ele tem registro de reclamações feitas à Cetesb desde 2000 e lamenta que o problema persista. “Até hoje continua do mesmo jeito”.

A Cetesb informou ontem que a pedreira tem licença de operação válida até 18 de dezembro de 2021. O monitoramento das detonações da empresa é realizado por meio de relatórios sismográficos assinados, segundo o órgão, por profissionais habilitados.

Em nota, informou ainda que até o momento não foram constatadas medições de ruído e vibrações superiores aos exigidos pelas normas regulamentadoras, mas antecipa que solicitará a empresa o mais recente relatório das detonações para verificar se houve alguma anormalidade.

O gerente da empresa, Amarildo Aparecido Gallo, garantiu ontem que as detonações obedecem ao limite permitido e acontecem entre uma e duas vezes por mês. Na quinta-feira passada foram duas explosões. Ele informou que a vibração e ruído maiores foram decorrentes de uma falha no carregamento dos explosivos. “O carregamento foi errado, ao contrário do que deveria ter sido feito”, disse. Ele não soube precisar a quantidade de explosivos usada a mais e atribuiu o erro a um fato isolado. “O responsável pela detonação estava viajando e veio um substituto”, explicou.

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