Ex-funcionário planejou roubo que terminou em morte em açougue, diz polícia

Maicon Rogério Alves foi demitido há dois meses e explicou para comparsas como o assalto na Casa de Carnes Colina deveria ser praticado


Maicon Rogério Alves, 23, ex-funcionário da Casa de Carnes Colina, em Americana, foi o responsável por planejar o roubo que resultou na morte da comerciante Giani Aparecida Molina de Lião, de 54 anos, no dia 13 de outubro, de acordo com a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Americana.

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O homem foi detido na manhã desta quarta-feira (30), no Jardim Bertoni. Já o outro envolvido no planejamento do crime foi identificado como Florisvaldo José Prock, 46, que foi preso no dia 15 de outubro em uma ação da PM (Polícia Militar) no Jaguari. Ele também era suspeito de ter participado de um roubo em Bebedouro, na região de Ribeirão Preto, no dia 10 deste mês.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Luis Carlos Gazarini, delegado interino da DIG, informou detalhes sobre a prisão dos suspeitos

A polícia pediu a prisão temporária por 30 dias de Maicon e Florisvaldo. Eles ainda serão ouvidos durante a tarde desta quarta.

O delegado interino da DIG, Luis Carlos Gazarini, explicou durante coletiva de imprensa que a participação de ambos foi identificada após análise de áudios obtidos através do celular de Vinícius Pereira de Oliveira, de 23 anos, que foi o autor dos disparos contra Giani. Ele foi detido pelo Baep (Batalhão de Ações Especiais) da PM, em Campinas, no dia 20 de outubro.

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“Através desse áudios que nos recuperamos, ele (Maicon) chama essa pessoa (Florisvaldo) para que consiga alguém para participar do roubo. E essa pessoa arrumou um amigo, que é o Vinícius Pereira de Oliveira, que foi quem diretamente foi até o açougue e praticou o roubo”, explicou Gazarini.

Ainda segundo a DIG, Maicon trabalhou no açougue durante dois anos, havia sido demitido há dois meses e não tinha antecedentes criminais. O planejamento do roubo não teria sido motivado por vingança e sim pela “facilidade” de execução. A polícia dá a investigação como encerrada e descarta o envolvimento de outras pessoas.

“Ele (Maicon) é o autor intelectual do crime. Ele agendou e forneceu os detalhes que facilitaram o trabalho do Vinicius durante a ação no açougue. Pelos diálogos que obtivemos, não é decorrente de nenhuma vingança, mas única e exclusivamente para obter o lucro com a venda do comércio”, disse o delegado.

O LIBERAL não conseguiu contato com advogados dos presos nesta quarta-feira pela polícia.

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