Ex-funcionário de açougue tentava ajudar comparsa a fugir

Homem, apontado como responsável por planejar crime que acabou em morte de dona de açougue em Americana, foi preso pela polícia


Foto: Facebook / Reprodução
Maicon Rogério Alves, 23, ex-funcionário do açougue, tentava conseguir dinheiro para ajudar o comparsa

Áudios recuperados do celular de Vinícius Pereira de Oliveira, autor dos disparos que mataram a comerciante Giani Aparecida Molina de Lião, de 54 anos, na Casa de Carnes Colina, mostram que Maicon Rogério Alves, 23, ex-funcionário do açougue, tentava conseguir dinheiro para ajudar o comparsa a sair do Estado de São Paulo.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Americana, que prendeu Maicon e deu a investigação do caso de latrocínio no açougue como encerrada. O ex-funcionário é apontado como o “mentor intelectual” do crime.

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Vinícius era morador de Campinas e já havia admitido para os policiais que o prenderam que tinha a intenção de deixar o Estado por receio de ser identificado pelo latrocínio. Segundo o delegado interino da DIG, Luis Carlos Gazarini, Maicon tentava levantar dinheiro por medo que o comparsa o entregasse.

“Maicon tentou a todo custo que o Vinícius em momento algum, mesmo que fosse preso, fizesse qualquer tipo de delação em relação a ele. Ele prometia que ia dar dinheiro, levantar dinheiro, porque o Vinícius ia fugir para o Paraná”, afirmou Gazarini.

A arma utilizada por Vinícius no latrocínio, que foi comprada em uma feira do rolo no Campo Bello, em Campinas, por R$ 1 mil e descartada posteriormente num córrego na região do Ouro Verde, foi utilizada durante roubo a uma empresa no dia 10 de outubro em Bebedouro, região de Ribeirão Preto.

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O mesmo roubo contou com a participação de Florisvaldo José Prock, 46, conhecido como Barão. Foi ele quem indicou Vinícius para realizar o assalto no açougue.

“Na ocasião [Bebedouro], Barão utilizou um veículo Citroen C3 que pertencia a sobrinha dele para a prática do crime. Esse carro teve a placa registrada por um circuito de segurança. A partir daí nossa investigação culminou com essa operação de hoje [ontem]”, disse o delegado.

Barão estava preso desde o dia 15 de outubro em uma ação da PM (Polícia Militar), no Jaguari, por tráfico de drogas.

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