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Americana

Estudo que ampliou Área Azul foi feito na base da ‘observação’

Autoridade de Trânsito em Americana, Eraldo Camargo afirma que a administração definiu ruas do novo sistema com os recursos que tinha

Por George Aravanis

04 de junho de 2019, às 10h28

O estudo para definir as novas ruas com Área Azul em Americana foi feito na base da observação, sem cálculos estatísticos de ocupação das vias. A informação foi fornecida pela autoridade de Trânsito, Eraldo Camargo, em reunião na sede do Ministério Público nesta segunda-feira.

A suposta falta de critérios para definir a nova abrangência do sistema, que saltou de 600 para 2.020 vagas com a terceirização, é um dos pontos criticados por vereadores e comerciantes. A prefeitura, inclusive, estuda atualmente retirar o estacionamento rotativo em algumas ruas – e pode até incluí-los em outras.

“A gente não tem uma fórmula específica para determinar onde é preciso ou não”, afirmou Eraldo ao ser questionado se houve estudos. “É um estudo que não é feito que nem dois mais dois são quatro, aqui passa mil veículos por dia, ou aqui estaciona tantos carros por dia, é um estudo de observação”, afirmou.

O secretário de Negócios Jurídicos, Alex Niuri, observou que a Utransv (Unidade de Transportes e Sistema Viário) trabalhou com os recursos que tinha em mãos, e que a ocupação em ruas da Área Azul era um fato público e notório. “Foi feito estudo dentro da capacidade do município, com seu próprio pessoal.”

O promotor Ivan Carneiro perguntou se havia relatórios sobre as visitas às ruas. “Sim, eles têm os papéis lá, não houve o paramento [enfeite]. Mas houve a verificação in loco”, disse Niuri.

O diretor da Estapar, Adelcio Antonini, afirmou que, assim que o edital de licitação foi lançado, a empresa analisou a situação e usou estatísticas para atestar que a Área Azul era viável nos locais indicados. “Naquele momento observamos que as 2.000 vagas estabelecidas estavam em mais de 100% de ocupação.”

Porém, quando a Estapar fez essa avaliação, as ruas que teriam Área Azul já estavam definidas.
Depois da reunião, Eraldo disse ao LIBERAL que a definição do novo perímetro aconteceu durante a gestão de seu antecessor no cargo, João Batista Biagioni.

Biagioni disse à reportagem não se lembrar muito bem do processo e afirmou que não podia responder com certeza se houve um estudo documentado. Porém, avalia que houve observação em todas as ruas e discussão sobre o tema.

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