30 de maio de 2020 Atualizado 14:03

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Compartilhe

Covid-19

Estilista de Americana confecciona e doa máscaras de tecido

Iniciativa da empreendedora Beatriz Casagrande ajuda a garantir a proteção em lares para idosos do município

Por Isabella Holouka

29 mar 2020 às 07:40 • Última atualização 30 mar 2020 às 11:43

Foto: Arquivo Pessoal
A empreendedora Beatriz com uma das máscaras confeccionadas para os idosos

O que eu posso fazer para contribuir com a sociedade neste momento de crise? Foi com este questionamento que a administradora e empreendedora Beatriz Casagrande, de 29 anos, iniciou um projeto de confecção e doação de máscaras de tecido que já distribuiu 250 unidades em Americana.

Moradora do bairro Werner Plass, Beatriz é estilista e trabalha com a mãe, modelista e costureira, há cinco anos, em ateliê próprio. Com o avanço da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), ela conta que começou a observar a falta de máscaras para venda, e o fato de que a proteção está faltando especialmente para quem mais precisa: idosos, profissionais de saúde e pessoas que continuam trabalhando neste período de quarentena.

Depois de validar a ideia, pesquisando sobre o assunto e conversando com profissionais da saúde, a dupla começou a confecção. “A princípio seria para mim, minha família, pessoas mais próximas. Depois pensei em algo maior, para ajudar mais pessoas”, conta.

“A minha ideia foi criar um produto alternativo que as pessoas possam usar para se proteger. E aquelas que de fato precisam [de proteção] não sejam impactadas”, explica.

As máscaras são em algodão, com elástico e modelagem aderente, com boa cobertura da boca e do nariz, segundo ela. O uso contínuo depende da higienização das peças, que deve ser frequente, com água e sabão, além de esterilização a ferro.

Ao pensar em uma maneira de distribuir as máscaras, Beatriz se preocupou com o contato com as pessoas. Então veio a sugestão de direcionar a ação às instituições, com a entrega de um lote de máscaras ao Lar dos Velhinhos São Vicente de Paula.

“A entrega foi feita com uma sacola, à distância para uma pessoa lá dentro do lar dos velhinhos, e hoje acredito que será a mesma coisa no Benaiah”, relata.

Embora não planejada, a ideia teve uma boa aceitação e Beatriz conta que chegou a receber encomendas de amigos empresários, interessados em distribuir as máscaras aos funcionários. No ateliê, o acessório de proteção também virou brinde às clientes.

“Quem sabe, se eu conseguir mais material, farei mais alguns lotes, porque há muitos lugares precisando. Estou fazendo para a sociedade algo que eu gostaria que, se eu não estivesse aqui, alguém pudesse fazer para os meus pais ou avós”, finaliza.

Doações são bem-vindas

A coordenadora do Lar dos Velhinhos, Suellen Estevam Bortolotti, explica que as máscaras de tecido doadas ficarão como reserva caso faltem as descartáveis, recomendadas pelos órgãos de saúde.

Ela explica que, por enquanto, as máscaras descartáveis não são usadas pelos moradores do Lar “para não causar um pânico desnecessário nos idosos”, visto que nenhum deles apresenta sintomas ou suspeita de coronavírus.

Ela ressalta que o isolamento social fez com que as doações caíssem e os eventos, antes realizados para arrecadação de verba, fossem cancelados. A instituição recebe doações de alimentos, utensílios descartáveis, produtos de higiene e de limpeza.