Estado descarta caso de coronavírus em criança de Americana

Paciente de apenas três anos, que vinha sendo monitorado, teve resultado negativo para novo coronavírus; criança esteve em viagem recente para a China


A Secretaria Estadual de Saúde descartou o caso de coronavírus em uma criança de 3 anos de Americana. A informação foi divulgada na tarde desta quarta-feira (5).

Foram descartados quatro casos no Estado após diagnóstico negativo realizado pelo Instituto Adolfo Lutz. Dois novos casos foram inseridos na relação de suspeitos, sendo um em São Paulo e outro em Bauru.

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Entre os quatro casos descartados hoje estão um adulto na Capital, dois de Paulínia e a criança do município de Americana. Já os dois novos casos suspeitos são um adulto de São Paulo e outro de Bauru, que estão bem, estáveis e recebendo cuidados em casa em isolamento domiciliar.

A Secretaria de Estado da Saúde monitorava, até então, a suspeita sobre a criança de três anos de Americana, do sexo masculino, que apresentou febre, coriza e dor de garganta. Por ter viagem recente à China, foi classificada como caso suspeito. O bairro em que a criança mora não foi divulgado.

Foto: Mark Schiefelbein / Associated Press / Estadão Conteúdo
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A criança tinha quadro bom, estava estável e em isolamento domiciliar, sem necessidade de transferência para um hospital, segundo informações da prefeitura.

Na época, a prefeitura esclareceu que, após ter sido notificada sobre o caso, imediatamente “assumiu todos os protocolos necessários para acompanhamento do caso”.

Nesta quarta, antes da informação de que o caso havia sido descartado, o Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi apresentou um protocolo de assistência para vítimas do coronavírus aos médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares, recepcionistas e demais profissionais envolvidos diretamente no atendimento aos pacientes. A apresentação foi realizada pela médica infectologista do HM, Juliana Ribon.

“O protocolo, elaborado pelos profissionais da instituição, baseado em informações do Ministério da Saúde, orienta quanto aos procedimentos que os profissionais devem adotar para receber o paciente, suspeitar da doença, coletar material para diagnóstico e, principalmente, sobre as condutas médicas pelas quais o paciente deverá ser submetido enquanto assistido pela equipe do Hospital”, informou a prefeitura.

SEM CASOS

Até o momento, não há caso confirmado de coronavírus nem em São Paulo, nem no Brasil. Os dados oficiais estão sendo registrados pelos municípios em um sistema de notificação do Ministério da Saúde.

Conforme definido pela pasta federal, os casos inseridos até o meio-dia pelos municípios são divulgados no boletim da mesma data. Já os inseridos posteriormente, são divulgados no balanço do dia seguinte.

Os familiares dos pacientes considerados suspeitos estão orientados com relação às medidas necessárias para se prevenirem, como uso de máscaras, higienização das mãos e não compartilhamento de objetos de uso pessoal, bem como sobre os cuidados requeridos para os pacientes, que incluem hidratação e a permanência em casa, sem circulação por outros locais e evitando contato com familiares e amigos, por exemplo.

Foto: Mark Schiefelbein / Associated Press / Estadão Conteúdo
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“O monitoramento está em curso, com organismos internacionais e nacionais de saúde, e nossas equipes seguem acompanhando o tema ininterruptamente para que possamos dar respostas rápidas e efetivas quando necessário”, diz a diretora da Vigilância Epidemiológica, Helena Sato.

É fundamental procurar o serviço de saúde mais próximo se a pessoa apresentar sintomas como febre, dificuldade para respirar, tosse ou coriza, associados aos seguintes aspectos epidemiológicos: histórico de viagem em área com circulação do vírus (consulte os sites indicados no final do texto), contato próximo caso suspeito ou confirmado laboratorialmente para coronavírus.

A investigação dos casos é realizada pelas secretarias municipais de saúde, com todo apoio técnico da pasta estadual. As amostras biológicas dos pacientes são colhidas pelo hospital onde foram atendidos e enviadas para análise no Instituto Adolfo Lutz.

Os exames consistem numa análise que detecte o genoma do vírus, por meio do chamado PCR (sigla em inglês que significa “Reação em cadeia da polimerase”). São feitos a partir da a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou coleta de secreções da boca e nariz), que deve ser realizado pelo hospital que atendeu o caso suspeito e encaminhado ao laboratório de saúde pública do Estado de São Paulo. Os resultados são comunicados pelo Lutz ao município de residência do paciente, responsável por notificar o descarte ou confirmação do caso.

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