Em Americana, pais reclamam de falta de ônibus escolar

Prefeitura de Americana fornece transporte para alunos que morem a mais de dois quilômetros da escola, seguindo resolução estadual sobre o assunto


Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Pais alegam que crianças precisam andar no sol e na chuva porque prefeitura não fornece transporte

Pais de alunos do condomínio Vida Nova I e II, localizado na Praia Azul, em Americana, reclamam da falta de ônibus escolar para levar e trazer as crianças das escolas. Os estudantes do ensino fundamental foram divididos entre duas unidades – alunos do primeiro ao quinto ano são atendidos no Ciep Milton Santos, e do sexto ao nono ano foram matriculados na Escola Estadual Martinho Rubens Belluco. Contudo, os pais reclamam que as crianças precisam percorrer as distâncias a pé.

A Prefeitura de Americana disse, em nota, que fornece transporte apenas para os alunos da rede municipal e estadual que morem a mais de dois quilômetros da escola, seguindo o que determina em resolução estadual sobre o assunto. Nenhuma dessas unidades de ensino se encaixam nessa distância.

Foto: Google Maps/Reprodução
Caminho percorrido por crianças que moram no Vida Nova e estudam no Ciep Milton Santos

Contudo, a dona de casa Claudia Oliveira, de 37 anos, se preocupa com os dois filhos. O caso pior é da menina de 9 anos que estuda no Ciep, e caminha cerca de 1,7 quilômetro diariamente para chegar até a escola. Seu filho de 11 anos estuda na Martinho Rubens Belluco, e anda cerca de 450 metros.

“Se gastar 20 minutos andando na chuva ou no sol, como a criança chega na escola? Ela vai estar cansada, não vai aprender direito”, reclamou a mãe, que já entregou abaixo-assinados na prefeitura solicitando o transporte escolar.

Seis anos
Cerca de 60 alunos que estudam na Escola Estadual Mário Patarra Frattini, no Jardim Colina, vão a pé até o Sasa (Sociedade de Assistência Social de Americana,) diariamente. Os alunos têm entre 6 e 10 anos, e algumas professoras da sociedade acompanham as crianças.

De acordo com a técnica em enfermagem Daniela Artur Santoro, de 36 anos, mãe de um aluno de seis anos, alguns guardas municipais chegaram a acompanhar as crianças alguns dias, mas a prática não continuou. “É um trajeto perigoso, os maiores vão segurando na mão dos menores. Por dois meses fui na Secretaria de Transportes pedir um ônibus, mas nem me atenderam, fiquei decepcionada”, reclamou.

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