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INTOLERÂNCIA

Em Americana, dono de hotel agride hóspede por divergências políticas

Hostilizado e chamado de "comunista", professor de 60 anos foi agredido por cerca de 40 minutos

Por Isabella Holouka

12 set 2021 às 18:12 • Última atualização 13 set 2021 às 15:20

Um professor de 60 anos foi hostilizado e agredido em uma hospedagem localizada na Avenida Doutor Antonio Lobo, na região central de Americana, na noite deste sábado (11) por volta das 22h30. A ocorrência foi registrada na manhã de domingo (12).

A vítima comunicou a Polícia Civil que estava hospedada no hotel, e que o proprietário expunha constantemente sua posição política partidária. Segundo ele, na noite do sábado o homem teria passado a hostilizá-lo por conta de ser professor e supostamente ter uma ideologia contrária à dele.

O professor contou à polícia ter tentado se afastar do proprietário do hotel, se recolhendo em seu quarto. Entretanto, o profissional teria continuado as agressões verbais na porta do quarto, que acabou sendo aberta pela vítima.

Neste momento, ainda de acordo com o registro da Polícia Civil, o proprietário do hotel teria aproveitado a porta aberta para entrar no ambiente e desferir socos, enforcamento, puxões de cabelo e arranhões na vítima, acompanhado de um segundo indivíduo.

A dupla agressora ignorou a advertência quanto ao hóspede ser idoso e estar em um ambiente particular, mesmo que locatário do espaço. Eles continuaram as agressões, ameaçando e acusando o hóspede de ser “comunista”.

Depois do ocorrido, a vítima relatou ter deixado o local, se aproximando do Teatro Municipal, onde foi novamente cercado pelo proprietário do hotel, na companhia de outros dois homens em um carro. Uma segunda sessão de agressões foi evitada devido aos gritos da vítima.

Para a polícia, o professor afirmou que as agressões duraram cerca de 40 minutos e foram testemunhadas por outros moradores. Disse ainda que seus pertences pessoais continuaram nas dependências do hotel, gerando um temor quanto à preservação e integridade dos objetos.

Com o registro da ocorrência, a vítima foi submetida a um exame de corpo de delito. O professor também foi informado quanto ao prazo de seis meses para representar criminalmente o ocorrido em face do autor da lesão corporal. O proprietário do hotel não foi localizado.

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