Dívida fiscal sobe 27,1% em um ano em Americana

Segundo a administração municipal, motivo é o acréscimo de juros e encargos, que não vinha sendo feito em outras gestões


A dívida fiscal líquida da Prefeitura de Americana cresceu 27,1% entre 2017 e 2018, segundo balanço publicado no Diário Oficial dia 30 de janeiro. O valor saltou de R$ 113,3 milhões para R$ 144,1 milhões entre dezembro de 2017 e o mesmo mês de 2018. Segundo a Secretaria da Fazenda, o acréscimo deve-se, na verdade, à inscrição de juros e encargos sobre o montante principal devido, o que não vinha sendo feito em gestões anteriores, de acordo com a pasta.

Esses valores fazem parte da dívida de longo prazo da prefeitura, a dívida consolidada, que em 31 de dezembro de 2018 estava em R$ 606,2 milhões (e cresceu 11,8% em um ano). “No período recente, a atual administração do prefeito Omar Najar tem se empenhado em negociar e parcelar diversos passivos deixados pelas administrações anteriores” informou a Secretaria da Fazenda em nota enviada pela assessoria de imprensa da prefeitura.

Muitos desses valores, afirma a Fazenda, não estavam acrescidos de encargos e juros, e por isso o valor da dívida fiscal tem crescido neste período recente, de acordo com a nota. A Secretaria da Fazenda não esclareceu quais pagamentos entram na dívida fiscal, apesar de a reportagem ter pedido essa informação.

Procurado por telefone para comentar o assunto, o secretário da pasta, Ricardo Lopes Fernandes, disse que já tinha mandado uma resposta para a assessoria de imprensa e pediu para a reportagem usar a nota oficial.

O valor gasto mensalmente também não pode ser mensurado, segundo a pasta chefiada por Ricardo Lopes Fernandes. “Diversos desses parcelamentos têm seu valor atualizado mensalmente, portanto, não é possível precisar o valor mensal desses pagamentos.”

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