Detentos provocam motim no CDP de Americana

Segundo informações preliminares, detentos condenados do Pavilhão A queimaram colchões; não há reféns e a situação foi controlada


Detentos condenados do Pavilhão A do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Americana fizeram um motim nesta quarta-feira (13). Os presos queimaram colchões e entortaram grades da unidade. Não houve reféns e a situação está controlada, de acordo com o Sindespe (Sindicato dos Agentes de Escolta e Vigilância Penitenciária do Estado de São Paulo).

Segundo o presidente do sindicato dos agentes, Antonio Pereira Ramos, os envolvidos reivindicavam a transferência para um complexo penitenciário definitivo, e não temporário.

“Fizeram esse manifesto, esse motim. São presos condenados que querem ser transferidos devido a superlotação da cadeia (CDP). O GIR (Grupo de Intervenção Rápida) agiu e eles (detentos) estão trancados, passando por revista”, afirmou Ramos.

Foto: Walter Duarte / O Liberal
Detentos do Pavilhão A fazem um tumulto na unidade prisional

Ainda não havia a confirmação de quantos detentos se envolveram no motim. A assessoria de imprensa da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) ainda não se manifestou sobre o assunto.

Justiça

Em fevereiro, a Justiça determinou que a unidade prisional promova transferências e reduza o número de presos até chegar a 137,5% de sua ocupação. Hoje, a unidade tem capacidade para abrigar 640 presos, mas custodia 1.338. Com a decisão, a quantidade deve ser limitada a 880.

Ao LIBERAL, o Governo do Estado de São Paulo disse que analisava o pedido. A SAP tinha até 60 dias para cumprir a medida, mas ainda podia recorrer da decisão judicial.

Visitantes dos detentos do CDP de Americana procuraram o jornal para denunciar uma série de problemas no local. A falta de atendimento médico aos detentos e o corte de água durante a tarde foram as principais reclamações.

Uma das mulheres que denunciou os problemas no CDP ao LIBERAL confirmou que os detentos e os visitantes sofreram represálias depois da publicação da reportagem. “Eles estavam pegando pesado com nós e com os presos. Eles oprimem a gente, como se tivéssemos culpa de algo”, disse a mulher.

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