Desde março, 81 servidores aposentados aderiram PDV

Possibilidade de adesão ao Plano de Demissão Voluntária da Prefeitura de Americana foi retomada neste ano


Desde março deste ano, quando os aposentados da Prefeitura de Americana voltaram a ser autorizados a aderirem ao PDV (Plano de Demissão Voluntária), 81 servidores nessa situação apresentaram pedidos no âmbito do programa. Quinze foram autorizados e finalizados.

O PDV prevê, basicamente, que os servidores que pedirem demissão voluntária terão direito ao recebimento de um salário extra a cada ano trabalhado na administração, limitado a doze meses, além das rescisões trabalhistas comuns.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Dos 81 pedidos, quinze foram autorizados e 26 estão em análise

Do total de aposentados que recorreram ao programa nos últimos quatro meses, 32 foram indeferidos, 26 estão sendo analisados e oito desistiram antes mesmo de terem a resposta. A adesão dos aposentados ao programa estava vetada há 21 anos.

O PDV foi criado por lei municipal em 1997, mas no ano seguinte um inciso vetou a adesão aos funcionários que já haviam se aposentado. A pedido do SSPMA (sindicato dos servidores municipais), esse inciso foi revogado em março deste ano.

“Vários aposentados nos procuraram reivindicando a oportunidade de recorrerem ao PDV e acabamos interferindo junto à prefeitura para que pudessem ter de volta esse direito”, disse o presidente Toninho Forti.

Segundo ele, o número de aposentados beneficiados com o programa poderia ser maior se a prefeitura não estivesse indeferindo os pedidos de trabalhadores de setores onde está havendo falta de pessoal, como Educação e Saúde.

“Os pedidos indeferidos se referem principalmente às áreas que estão sofrendo com a falta de servidores. Nesses setores, a presença dos aposentados continua sendo essencial”, avaliou o sindicalista.

Ao LIBERAL, ele contou que aposentados que tiveram o pedido indeferido muitas vezes procuram pelo sindicato para que atue junto à prefeitura pedindo a revisão na decisão. O sindicalista ressaltou que nesses casos a entidade nem sempre pode ajudar.

“Em algumas situações, quando percebemos que é por problemas de saúde, por exemplo, tentamos sensibilizar o RH [Recursos Humanos], mas não temos como ir além disso”, explicou.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora