Denúncias contra padre Leandro serão investigadas pela Diocese

Juiz instrutor vai apurar informações de dossiê anônimo encaminhado ao MP que cita casos de abuso sexual e apropriação indébita


A Diocese de Limeira abriu uma investigação interna para apurar as denúncias que envolvem o padre Pedro Leandro Ricardo. De acordo com a assessoria de imprensa da diocese, estão sendo apuradas informações que constam em um dossiê anônimo encaminhado ao Ministério Público no final do ano passado e que motivou a abertura de uma investigação pelo órgão e pela Polícia Civil.

O religioso é citado em supostos casos de assédio sexual a menores e apropriação indébita.
Ele foi afastado de suas atividades de reitor da Basílica Santuário Santo Antônio de Pádua no dia 27 de janeiro “até que todas as denúncias sejam esclarecidas, conforme observância do Código de Direito Canônico”, segundo a Diocese.

Foto: Arquivo / O Liberal
Investigação sobre padre Leandro será comandada por sacerdote nomeado como juiz instrutor

Essa investigação interna é comandada por um padre nomeado juiz instrutor, geralmente originário de outra diocese que não aquela na qual a investigação é realizada. A apuração não tem um tempo pré-determinado. Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, serão ouvidas pessoas citadas no dossiê entregue ao MP (Ministério Público). Questionada se todos os que foram mencionados serão ouvidos ou se haverá uma seleção, a assessoria disse que não tinha conhecimento, mas explicou que outras pessoas não citadas podem ser ouvidas na investigação caso o juiz instrutor entenda necessário.

A Diocese também disse que não poderia responder se essa investigação interna teve início antes ou depois da apuração do Ministério Público pois a informação está “sob sigilo”. Caso as investigações comprovem pedofilia ou apropriação indébita, o religioso pode ter sua ordem definitivamente suspensa e deixaria de ser padre. Contudo, essa decisão só seria tomada pelo Vaticano.

A reportagem esteve na Casa Paroquial procurando padre Leandro, mas ele não estava. O advogado Paulo Henrique de Moraes Sarmento, que o representa, disse que vai provar a inocência do religioso.

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) foi procurada e disse que “para casos desta natureza, quem responde é a Diocese de Limeira e o bispo local”.

A reportagem ligou duas vezes para a embaixada do Vaticano no País para pedir contato de imprensa. Na primeira, a atendente disse que não davam nenhuma informação. Na segunda, já à noite, a funcionária orientou a retornar hoje.

* Colaborou George Aravanis.

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