CPFL manterá pontos para o monitoramento de aguapés em Americana

Exigência consta de parecer da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), que autorizou o despejo de aguapés por comporta em Salto Grande


Foto: Willian Gregio - Divulgação
Área que não ainda passou pela ação mecânica de retirada dos aguapés

A CPFL Renováveis, que administra a represa do Salto Grande, em Americana, terá de manter seis pontos de monitoramento enquanto liberar aguapés por meio da comporta de superfície existente na barragem do reservatório. Um desses locais é a estação de captação de Americana, no Rio Piracicaba. A exigência de monitoramento consta no parecer da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) que autorizou o vertimento, ou despejo, dos aguapés pela comporta.

O DAE (Departamento de Água e Esgoto) de Americana já relatou que houve problemas na operação por conta de aguapés que se acumularam na estação de captação no ano passado (segundo o parecer da Cetesb, quando há força de arraste o suficiente, a água já faz com que aguapés passem pela comporta).

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A autorização do órgão ambiental, emitida no último dia 8, foi precedida de críticas e pressão por parte do Ministério Público, que era contra a liberação via comporta justamente por receio de que a concentração de aguapés acontecesse em outros pontos de cursos d’água.

Após a segunda semana do vertimento das plantas, a CPFL só pode continuar a operação mediante a apresentação de relatório, com fotos, que deve comprovar que a qualidade da água não foi afetada a ponto de ficar em desacordo com as normas vigentes.

A presença de material vegetal flutuante que prejudique o “uso múltiplo das águas” (para vários fins) também pode interromper o vertimento, que será feito por meio de uma comporta de superfície de um metro de largura, de acordo com o parecer emitido pela Cetesb sobre o caso.

Além da captação de Americana, também devem ser monitoradas as captação de Piracicaba e outros pontos no Ribeirão Tatu, Rio Quilombo e ainda no reservatório de Barra Bonita

Questionada desde a semana passada sobre os planos para iniciar o despejo das plantas aquáticas, a CPFL apenas envia uma resposta padrão na qual confirma que recebeu autorização para fazer o vertimento dos aguapés pela comporta.

O secretário de Meio Ambiente, Odair Dias, acredita que a empresa só iniciará o procedimento em outubro, já que o período de chuvas acaba em abril e a autorização da Cetesb vale apenas para a época de chuvas – e por 60 dias consecutivos, a contar do início da operação.

Os aguapés são importantes, mas, em excesso, impedem a oxigenação do ambiente aquático e a qualidade da água. Em agosto do ano passado, 24% da represa estavam cobertos pelas plantas aquáticas.

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